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Projeto da UFMS usa nanotecnologia para melhorar quimioterápicos

Pesquisa triplica eficácia do tratamento usando partículas microscópicas para direcionar medicamentos

03/03/2026 às 09:51
Por: Redação

Uma pesquisa da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) está revolucionando o transporte de medicamentos quimioterápicos. Com o apoio do Governo do Estado e da Fundect, a tecnologia usa nanopartículas para potencializar os efeitos dos tratamentos contra o câncer, revelando, em testes experimentais, uma inibição do crescimento tumoral de até 99,6% e redução do peso dos tumores em mais de 90%.

 

O projeto é financiado pela Chamada Especial Fundect/UFMS e pelo Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS), que busca reforçar a pesquisa em saúde pública. As nanopartículas de sílica servem como veículos microscópicos, conduzindo os medicamentos diretamente para as células doentes, permitindo o uso de doses menores do tratamento.

 

Detalhes do avanço tecnológico

O desenvolvimento, liderado pelo professor Marcos Utrera Martines, mostrou que as partículas mantêm a eficácia anticancerígena, reduzindo a necessidade de altas dosagens. Durante testes de laboratório, elas demonstraram forte habilidade em impedir a proliferação de células tumorais, destacando uma alta seletividade — mais potenciais sobre células cancerígenas do que sobre células saudáveis.


O ácido fólico, utilizado na pesquisa, atua como um direcionador, assegurando que os medicamentos atinjam preferencialmente as células tumorais, destacou o professor Martines.


Nos experimentos, as nanopartículas, aliadas a drogas como citarabina e doxorrubicina, proporcionaram resultados expressivos no controle dos tumores. A inclusão do ácido fólico foi estratégica, aproveitando o fato de muitas células cancerígenas terem receptores desse componente, facilitando a entrega dos medicamentos.

 

Perspectivas de aplicação prática

A pesquisa já gerou pedidos de patentes e movimenta esforços para ser implementada no Sistema Único de Saúde (SUS) e no setor produtivo, eventualmente por meio de startups ou parcerias. A equipe espera que essa tecnologia possua acesso ampliado a tratamentos mais eficazes e menos agressivos.


Instituições como a Fundect são essenciais, promovendo a pesquisa e atraindo novos talentos para Mato Grosso do Sul, afirmou Cristiano Carvalho, da Fundect.


Para ampliar o alcance desse tipo de estudo, a Fundect lançou a série "Fundect: MS ama Ciência", visando divulgar pesquisas com impactos sociais positivos. Relatórios técnicos detalham como o apoio público está promovendo avanços científicos e tecnológicos no estado.

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