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São Paulo alerta para risco de sarampo com chegada de cruzeiros

Secretaria de Saúde adverte sobre vacinação no verão devido ao aumento de turistas

28/12/2025 às 16:14
Por: Redação

A Secretaria Estadual de Saúde de São Paulo emitiu um alerta sobre o risco elevado de reintrodução do sarampo no Brasil devido à temporada de cruzeiros, que ocorre durante o verão com várias paradas no litoral paulista. Em 2025, foram notificados 38 casos da doença no país, sendo dois registrados no estado de São Paulo.

 

A ampliação dos casos ocorre em um momento de intensa circulação de turistas, incluindo aqueles de outros países. Isso, aliado aos surtos ativos da doença em diversas regiões do mundo, reforça a necessidade de atenção à vacinação da população. A Secretaria ressaltou que, apesar dos casos, não há um surto de sarampo atualmente no país.

 

Precauções e vacinação

A recomendação é de que aqueles que planejam viajar, seja a turismo ou a trabalho, ou que estarão em aglomerações, se vacinem contra a tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola) pelo menos 15 dias antes da exposição potencial. Isso é crucial para prevenir a doença e suas complicações.


"No retorno, caso surjam sintomas suspeitos até 30 dias após a viagem, como febre, manchas avermelhadas pelo corpo, acompanhadas de tosse ou coriza ou conjuntivite, a orientação é procurar imediatamente um serviço de saúde, informar o histórico de deslocamento e evitar a circulação em locais públicos", informa a SES em nota.


A Secretaria também recomenda medidas auxiliares para prevenir a exposição, como cobrir nariz e boca ao espirrar ou tossir, lavar as mãos frequentemente, não compartilhar utensílios pessoais, e evitar locais pouco ventilados e contato próximo com pessoas doentes.

 

Brasil mantém status de área livre de sarampo

A despeito do aumento nos casos, o Brasil continua com o certificado de país livre de sarampo, já que a maioria dos casos tem origem importada. Não há registro de circulação endêmica do vírus no território nacional, o que denota a eficácia das medidas de controle adotadas até o momento.


A vigilância contínua e atenção à situação vacinal são essenciais para manter o status de área livre da doença.


A situação exige que os cidadãos estejam atentos às recomendações de saúde e segurem práticas preventivas, especialmente durante a intensa movimentação turística associada à temporada de cruzeiros.

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