Com a chegada do Carnaval, a Secretaria de Estado de Saúde (SES) está intensificando seus alertas sobre a importância da prevenção contra a dengue e chikungunya. Durante o período festivo, o aumento na circulação de pessoas e na geração de resíduos requer precauções adicionais para evitar criadouros do mosquito Aedes aegypti.
A SES destaca a necessidade de descarte correto do lixo e a eliminação de recipientes que possam acumular água parada. Essas ações são fundamentais para reduzir os locais de reprodução do mosquito, transmissor de doenças como dengue, chikungunya e Zika.
Jéssica Klener, gerente de Doenças Endêmicas da SES, enfatiza que os cuidados devem ser amplificados neste período. “Com o Carnaval, pedimos que todos redobrem a atenção, seja quem vai viajar, participar das festividades ou ficar em casa. Pequenas ações, como não descartar lixo de forma irregular e evitar recipientes com água parada, são cruciais para proteger a saúde”, afirma.
As atitudes simples fazem toda a diferença na proteção de todos, ressalta Jéssica Klener.
Larissa Castilho, superintendente de Vigilância em Saúde, lembra que o enfrentamento às arboviroses precisa da colaboração coletiva, envolvendo tanto o poder público quanto a população. A prevenção deve ser contínua e integrada às atividades cotidianas, mesmo durante as festas.
Para os foliões, a utilização de lixeiras em locais de festa é uma recomendação importante para evitar que copos, garrafas e embalagens sejam descartados em ruas e praças, onde podem acumular água. Mauro Lúcio Rosário, coordenador de Controle de Vetores da SES, enfatiza o impacto do descarte incorreto, indicando que latas ou copos descartados inadequadamente podem rapidamente se tornar criadouros do mosquito.
O mosquito se desenvolve rapidamente em recipientes com água parada, destacando a importância da colaboração da população.
Já para quem está em casa, o feriado é uma boa oportunidade para realizar vistorias em busca de possíveis focos, verificando calhas, ralos, vasos, garrafas e outros recipientes que possam conservar água. Segundo a Secretaria, mais de 70% dos focos são encontrados em ambientes residenciais, o que evidencia a importância da participação comunitária no combate às doenças.
A folia deve acontecer com cuidado, pois a prevenção contra o Aedes aegypti é uma responsabilidade coletiva, a ser integrada nas rotinas diárias, mesmo durante o Carnaval.