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Mato Grosso do Sul Expande Área Florestal em 40%

Objetivo é alcançar 2,5 milhões de hectares plantados até 2028.

23/10/2025 às 12:04
Por: Redação

Agronegócio

O Estado de Mato Grosso do Sul planeja aumentar sua área de florestas plantadas em 40%, passando de 1,8 milhão de hectares para 2,5 milhões nos próximos três anos. Esta iniciativa será centrada na sustentabilidade, conceito amplamente adotado pelas principais empresas do setor.

Durante o evento Bracell 2030, realizado na última terça-feira em São Paulo, Jaime Verruck, secretário da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), detalhou essa estratégia. O evento, promovido pela Bracell em parceria com o jornal Valor Econômico e a Editora Globo, reuniu líderes empresariais, autoridades e especialistas para discutir o futuro sustentável.

Os temas "economia regenerativa" e "bioindústria" destacam práticas ESG (ambiental, social e governança), influenciando investidores, stakeholders e a mídia. Verruck participou do painel "Economia Verde: Como o Brasil pode transformar ativos ambientais em vantagem global" junto à secretária de Meio Ambiente e Logística de São Paulo, Natália Resende, e o embaixador José Carlos Fonseca, com moderação da jornalista Leila Sterenberg.

Verruck salientou a importância internacional do setor: "Este setor possui uma forte exposição internacional, sendo um ponto de referência relevante. A exportação de aproximadamente 92% de sua produção de celulose demonstra um elevado nível de interação com o mercado global," afirmou. Ele enfatizou a necessidade das empresas demonstrarem políticas ESG, essenciais ao modelo de negócio. "Cada empresa está implementando mecanismos específicos para atender essa demanda," acrescentou.

A conformidade com a legislação ambiental é crucial, destacou Verruck: "Empresas como a Bracell e a Suzano, por exemplo, só iniciam atividades em áreas após as devidas análises, reservas legais e compensações ambientais. A base de suas operações está na legalidade, envolvendo uma área de 1.181.000 hectares."

A certificação florestal é igualmente fundamental. Em muitos casos, suas exigências são ainda mais rigorosas que as do licenciamento ambiental. "Essa abordagem demonstra um compromisso com práticas exigentes, que considero o caminho a ser seguido," observou.

Um desafio enfrentado pelo setor é o reconhecimento de créditos de carbono: "Uma questão é a não aceitação, pelo IPCC da ONU, dos créditos de carbono gerados pelo eucalipto plantado, alegando que a captura de carbono é temporária devido ao corte das árvores." Verruck destacou que é vital que a colheita florestal, rebrota e replantio sejam reconhecidos como métodos de captura de carbono.

O setor apresentará na COP30 um documento ressaltando o papel das florestas na preservação e superação de desafios futuros. Verruck projeta um "crescimento biológico" até alcançar 2,5 milhões de hectares plantados, consolidando plantas como a da Bracell e a segunda unidade da Eldorado. "Contudo, existe um horizonte de expansão já em consideração, com um mínimo de 700 mil hectares de área de preservação. Essa é a área plantada para uma única planta,” concluiu Verruck.

Foto: Álvaro Rezende/Secom/Arquivo

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