Os brasileiros retiraram, em dezembro de 2025, um total de 429,18 milhões de reais em valores esquecidos nas instituições financeiras, conforme dados divulgados pelo Banco Central nesta terça-feira, dia 10 de fevereiro de 2026. O Sistema de Valores a Receber (SVR), até então, devolveu 13,35 bilhões de reais, enquanto ainda existem 10,27 bilhões de reais disponíveis para resgate.
O SVR é uma ferramenta do Banco Central que permite ao cidadão verificar se possui valores esquecidos em bancos, consórcios ou outras instituições, como financeiras e corretoras. Para consultá-lo, não é necessário login, basta informar o Cadastro de Pessoa Física (CPF) e a data de nascimento ou o Cadastro de Pessoa Jurídica (CNPJ) e a data de abertura da empresa.
Em caso de valores a receber, o sistema informa o montante disponível, a origem desse dinheiro, a instituição responsável pela devolução e outras informações adicionais. É preciso acesso com uma conta Gov.br, nos níveis prata ou ouro, com autenticação em duas etapas ativada.
Os valores esquecidos podem ser resgatados de três formas: diretamente com a instituição financeira, via solicitação no próprio Sistema de Valores a Receber, ou por solicitação automática. Essa última dispensa consultas frequentes ao sistema e está disponível para pessoas físicas que possuam chave Pix do tipo CPF.
O dinheiro esquecido pode ter origem em contas-correntes ou poupanças encerradas, cotas de cooperativas, consórcios não reclamados, tarifas errôneas, entre outras fontes.
A maior parte dos beneficiários resgata pequenas quantias. Até dez reais concentram 64,94% dos resgatantes, enquanto valores entre dez e cem reais representam 23,3%. Somente 1,87% dos beneficiários têm mais de mil reais a receber.
O Banco Central alerta sobre golpes de estelionatários que se passam por intermediários para o resgate de valores. O SVR é gratuito, não envia links e não solicita confirmações de dados por telefone ou e-mail, reforçou o BC.
As estatísticas do SVR são atualizadas bimestralmente. Até dezembro, 37.064.451 correntistas resgataram valores, sendo 33.246.064 indivíduos e 3.818.387 empresas. Permanecem sem resgate 54.620.452 beneficiários, com uma maioria de 49.593.605 pessoas físicas.