O Banco de Brasília (BRB) comunicou que contratou uma auditoria independente para investigar fraudes identificadas pela Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. A operação, que começou na segunda-feira (17), tem como alvo principal o Banco Master, suspeito de emitir títulos de crédito falsos.
A decisão foi tomada após uma reunião do Conselho de Administração do BRB, motivada pela gravidade das possíveis irregularidades nas negociações de carteiras de crédito que envolveriam o banco. Esta investigação externa pretende esclarecer fatos diretamente ligados a essas transações.
O comunicado, divulgado na terça-feira (18), destaca que a auditoria focará nos procedimentos internos do BRB e em eventuais falhas de governança. O banco reafirmou seu compromisso em manter elevados padrões de transparência e boas práticas de governança para restabelecer a confiança do mercado.
"Nosso compromisso é com a transparência e as melhores práticas de governança", afirmou a instituição.
O Conselho de Administração do banco assegurou que continuará a monitorar os desdobramentos das investigações, prometendo manter os acionistas e o mercado devidamente informados.
O caso também levou à detenção de Daniel Vacaro, dono do Banco Master, que foi preso no Aeroporto de Guarulhos. Além disso, o presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, e o diretor de Finanças, Dario Oswaldo Garcia Júnior, foram afastados temporariamente para permitir a investigação.
Estima-se que as fraudes teriam movimentado aproximadamente 12 bilhões de reais de forma irregular, segundo Andrei Rodrigues, diretor-geral da Polícia Federal.
Os desdobramentos da investigação incluem audiências em comissões parlamentares, visando esclarecer a extensão dos crimes e seu impacto no sistema financeiro nacional. Com as investigações em curso, o mercado aguarda ansioso pela conclusão das auditorias e pela responsabilização dos envolvidos.