A China estabeleceu uma meta de crescimento econômico entre 4,5% e 5% para o ano de 2026. Este anúncio foi feito pelo primeiro-ministro chinês, Li Qiang, durante a sessão de abertura da Assembleia Nacional Popular (ANP), maior órgão legislativo da China, realizada na quinta-feira, 5 de março de 2026.
A meta representa um ajuste leve em relação aos objetivos anteriores, em um cenário de prolongada crise imobiliária e incertezas externas. A proposta busca permitir maior flexibilidade para ajustes nas políticas econômicas ao longo do ano, visando melhores resultados na prática.
"Embora reconheçamos as nossas conquistas, também temos plena consciência das dificuldades e desafios que enfrentamos", afirma o relatório do governo.
Nos últimos três anos, Pequim manteve metas de crescimento de cerca de 5%. Em 2025, a economia do país já havia registrado uma expansão exatamente nesse percentual, garantindo consistência às políticas econômicas propostas.
O documento apresentado por Li Qiang destaca os riscos geopolíticos crescentes, com o comércio livre sob ameaça significativa. As exportações para os Estados Unidos ainda enfrentam barreiras devido às tarifas impostas durante a administração de Donald Trump.
Internamente, o relatório chinês aponta um desequilíbrio acentuado entre oferta e demanda. O desafio agora é avançar em direção a novos motores de crescimento econômico, enfrentando problemas antigos e recentes.
O governo destacou a necessidade de deixar espaço para ajustes estruturais e prevenção de riscos, estabelecendo uma base sólida para o futuro.
A sessão anual da ANP, considerada o principal evento político na China, contará com quase 3 mil delegados. Além de discutir a meta de crescimento, a ANP deverá aprovar um novo plano quinquenal com metas até 2030.
Este plano inclui compromissos para fortalecer a economia doméstica e promover as ambições do presidente Xi Jinping de transformar a China em um líder global em tecnologia. Este movimento destaca a intenção de se posicionar de forma assertiva no cenário global.