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Conflito no Oriente Médio não afeta cortes na taxa Selic, afirma Haddad

Ministro da Fazenda garante que a tensão internacional não influenciará a trajetória de redução dos juros

03/03/2026 às 16:14
Por: Redação

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou nesta terça-feira (3) que a escalada do conflito no Oriente Médio não deve impactar a redução dos juros no Brasil. A taxa básica de juros, a Selic, definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, está prevista para começar a ser reduzida na reunião de 17 e 18 de março.

 

Apesar de as tensões internacionais, como o ataque dos Estados Unidos e Israel ao Irã, afetarem algumas variáveis econômicas, Haddad acredita que o ciclo de cortes da taxa Selic não será revertido. Em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, da Rádio Nacional, o ministro destacou a resiliência econômica do Brasil.

 

Cenário econômico brasileiro

Na última reunião, o Copom não alterou os juros, mesmo com a desaceleração da inflação e do dólar, indicando a possibilidade de cortes em breve. A ata do Copom confirma que os juros poderão ser reduzidos na reunião de março, desde que as condições econômicas permaneçam sob controle.

 

O ministro enfatizou que o Brasil possui autonomia para enfrentar as consequências do conflito, destacando a posição do país como um dos maiores produtores de petróleo, além das reservas cambiais robustas e da ausência de dívida externa significativa.

 

Impactos geopolíticos e econômicos

A escalada dos conflitos iniciou no último sábado (28), com ataques ao Irã que resultaram na morte do líder supremo, aiatolá Ali Khamenei. O Irã reagiu com ataques a bases dos Estados Unidos e Israel. O fechamento do Estreito de Ormuz pelo Irã adiciona mais tensão, sendo uma rota chave para o petróleo mundial.

 

Especialistas afirmam que as ações norte-americanas e israelenses visam substituir o regime em Teerã, buscando conter a crescente influência da China e consolidar a dominância de Israel na região. Haddad mencionou a estratégia dos EUA contra a China, também observada na situação da Venezuela.

 

"É um certo inconformismo com a novidade da força econômica e militar da China, desafiando o Ocidente", comentou Haddad.


O Ministério das Relações Exteriores da China, preocupada com os ataques recentes, apelou pelo fim imediato das hostilidades, defendendo a soberania iraniana e solicitando negociações para estabilizar o Oriente Médio.

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