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Copom enfrenta quórum desfalcado ao decidir sobre Taxa Selic

Decisão ocorre em meio a pressões inflacionárias e ausência de novos diretores no Banco Central.

28/01/2026 às 14:42
Por: Redação

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) realiza nesta quarta-feira (28 de janeiro de 2026) sua primeira reunião do ano. A expectativa é que a Taxa Selic seja mantida. Apesar da recente queda do dólar, analistas de mercado acreditam que a taxa continuará no maior nível em quase 20 anos.

 

Atualmente fixada em 15% ao ano, a Selic está no patamar mais elevado desde julho de 2006, quando atingiu 15,25%. De setembro de 2024 até junho do ano passado, foram realizadas sete elevações consecutivas, mas a taxa permaneceu inalterada nas últimas quatro reuniões.

 

A decisão sobre a Selic será anunciada no início da noite. O Copom enfrenta um quórum desfalcado, já que os mandatos dos diretores Renato Gomes e Paulo Pichetti expiraram no final de 2025. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve encaminhar os nomes dos substitutos apenas em fevereiro, após o retorno do Congresso Nacional.

 

Inflação e suas implicações

Na última ata divulgada, o Copom enfatizou que a Selic se manterá em 15% por um período prolongado para garantir a convergência da inflação à meta. O atual cenário continua repleto de incertezas, necessitando cautela na política monetária, com pressão contínua de preços de serviços.

 

Segundo o boletim Focus, a taxa básica deve permanecer em 15% até março. No entanto, a recente queda do dólar, agora ao redor de 5,20 reais, aumentou as expectativas por uma redução ainda em janeiro.


A inflação ainda é uma incógnita. O IPCA-15, prévia da inflação oficial, registrou apenas 0,2% em outubro, com acumulado de 4,5% em 12 meses, alcançando o teto da meta governamental. A estimativa de inflação para 2025 caiu para 4,4%.

 

Função e impacto da Selic

A Selic rege as negociações de títulos públicos e é usada pelo BC para controlar a inflação. Ajustes na taxa influenciam o crédito e o consumo. Seu aumento visa refrear a demanda, enquanto a redução procura estimular a atividade econômica.

 

O Copom se reúne a cada 45 dias, dividindo as discussões em dois dias. No primeiro, são apresentados dados técnicos sobre as economias nacional e internacional. No segundo, as decisões sobre a Selic são deliberadas.

 

Nova estrutura de meta

Sob o novo sistema de meta contínua, vigente desde janeiro de 2025, a meta de inflação é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual. As verificações ocorrem mensalmente, deslocando-se ao longo do tempo. Em janeiro de 2026, a inflação acumulada é comparada com a meta.

 

O último Relatório de Política Monetária confirmou uma previsão de IPCA em 3,5% para 2026, mas estima-se uma revisão em março. A adaptação constante é crucial para a eficácia do controle inflacionário.

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