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Exportações brasileiras para os EUA sofrem queda de 6,6% em 2025

Com políticas tarifárias de Trump, Brasil registra déficit de 7,530 bilhões de dólares na balança comercial

06/01/2026 às 20:59
Por: Redação

As exportações brasileiras para os Estados Unidos diminuíram 6,6% durante 2025, totalizando 37,716 bilhões de dólares, comparados aos 40,368 bilhões de dólares em 2024. Enquanto isso, as importações de produtos norte-americanos aumentaram 11,3%, alcançando 45,246 bilhões de dólares no ano. Essas mudanças resultaram em um déficit de 7,530 bilhões de dólares na balança comercial com os EUA.

 

O Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) divulgou os dados nesta terça-feira, 6 de janeiro de 2026. O recuo nas exportações reflete as consequências do tarifaço aplicado durante o governo de Donald Trump, que anunciou em novembro a retirada de uma tarifa adicional de 40% sobre determinados produtos brasileiros. Apesar disso, 22% das exportações do Brasil para os EUA, ou 8,9 bilhões de dólares, permanecem sob as tarifas estabelecidas anteriormente.

 

Impacto das tarifas e ajustes comerciais

Os produtos afetados incluem tanto aqueles com a sobretaxa de 40% quanto aqueles que acumulam tarifas extras com uma taxa-base de 10%. Além disso, 27% das exportações, cerca de 10,9 bilhões de dólares, enfrentam tarifas sob a Seção 232, destinada a importações consideradas como ameaças à segurança nacional dos EUA.


O impacto das tarifas evidencia-se com apenas 36% das exportações brasileiras ao mercado norte-americano livres de encargos adicionais.


Mesmo após a retirada parcial das tarifas, o mês de dezembro registrou uma queda de 7,2% nas exportações para os Estados Unidos, com um total de 3,449 bilhões de dólares, comparado a 3,717 bilhões de dólares no mesmo período de 2024. As importações dos EUA também recuaram 1,5% em relação ao ano anterior.

 

Diálogo e negociações comerciais

O vice-presidente Geraldo Alckmin destacou, em entrevista, que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua promovendo negociações com Washington. Os esforços já resultaram na redução do número de produtos brasileiros afetados pelas tarifas.


"O trabalho de redução continua", afirmou Alckmin, ressaltando a busca por melhores condições para os 22% da pauta exportadora ainda atingidos.


Alckmin enfatizou a estreita relação entre Lula e Trump, mencionando a possibilidade de avanços em questões tarifárias e não tarifárias que podem resultar em relações comerciais mais vantajosas para ambos os lados.

 

Avanços no comércio com outros parceiros

Por outro lado, o comércio brasileiro com a China e a União Europeia mostrou progresso em 2025. As exportações para a China aumentaram 6%, alcançando 100,021 bilhões de dólares, e as importações de produtos chineses subiram 11,5%, totalizando 70,930 bilhões de dólares, gerando um superávit de 29,091 bilhões de dólares.


As exportações para a União Europeia também subiram 3,2%, atingindo 49,810 bilhões de dólares, enquanto as importações cresceram para 50,290 bilhões de dólares.


Esse déficit de 480 milhões de dólares ocorreu apesar do crescimento significativo de 39% nas exportações para o bloco em dezembro, um mês impactado pelo adiamento da assinatura do acordo Mercosul–União Europeia.

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