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Exportações de serviços do Brasil atingem recorde de 51,8 bilhões de dólares em 2025

Com destaque para o setor digital, serviços tornam-se foco estratégico no comércio exterior nacional.

31/01/2026 às 16:01
Por: Redação

As exportações brasileiras de serviços atingiram um recorde de 51,83 bilhões de dólares em 2025, com 65% desse valor resultante de serviços digitais. O anúncio foi feito pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic) com base no painel ComexVis Serviços.

 

Lançado em 28 de janeiro, o painel fornece dados inéditos sobre transações internacionais de serviços. Enquanto a balança comercial brasileira focava em mercadorias, o comércio de serviços carecia de informações detalhadas, uma lacuna agora suprida pela nova plataforma.

 

A ferramenta integra o ecossistema digital do Mdic, alinhando-se a outras plataformas como o Comex Stat e o Comex Vis, oferecendo análises interativas para fortalecer o debate público e a formulação de políticas.

 

Transparência e desenvolvimento econômico

Segundo Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do Mdic, a iniciativa surge em resposta à crescente demanda por dados estruturados. Ele destaca que serviços representam uma fronteira significativa no comércio exterior, contribuindo com 40% do valor agregado em exportações de manufaturados.


"A plataforma atende à demanda por dados comparáveis e acessíveis sobre o comércio internacional”, afirmou Alckmin em nota.


De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o painel amplia o conhecimento sobre o setor, possibilitando que governos e empresários identifiquem novas oportunidades de negócios.

 

Desafios e oportunidades

Apesar do crescimento, o Brasil enfrenta um déficit crônico no comércio de serviços. Em 2025, o país importou 104,77 bilhões de dólares em serviços, resultando em um saldo negativo de 52,94 bilhões de dólares. Esse déficit contribuiu para um saldo total negativo nas contas externas.

 

O déficit nas contas externas só não foi maior graças ao superávit de 68,293 bilhões de dólares na balança comercial. Em contrapartida, os investimentos diretos estrangeiros somaram 77,676 bilhões de dólares, o maior volume desde 2014, ajudando a equilibrar as finanças.

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