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Fim de tarifa dos EUA para produtos brasileiros é celebrado por entidades

Decisão de Donald Trump de retirar taxa de 40% sobre itens agrícolas é vista como avanço importante, apesar de desafios remanescentes.

22/11/2025 às 08:00
Por: Redação

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de revogar as tarifas de 40% que incidiam sobre uma vasta gama de produtos brasileiros foi recebida com grande entusiasmo e alívio por diversas entidades e associações ligadas aos setores da indústria e da agricultura no Brasil. A medida, que inclui importantes itens agrícolas como café, carne bovina, banana, tomate, açaí, castanha de caju e chá, marca um ponto significativo nas relações comerciais bilaterais e já tem efeito retroativo a 13 de novembro de 2025, permitindo inclusive o reembolso de valores para produtos já exportados sob o regime tarifário anterior.

 

Em nota oficial, a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) expressou uma avaliação "muito positiva" sobre a retirada dessas sobretaxas. A entidade ressaltou que a isenção tributária para essa lista de produtos, predominantemente de origem agrícola, representa um avanço substancial na normalização do comércio entre os dois países. Além de restaurar a competitividade imediata das empresas brasileiras afetadas, a iniciativa sinaliza um resultado tangível do diálogo em alto nível mantido entre as administrações do Brasil e dos Estados Unidos.

 

Contudo, a Amcham salientou que, apesar do otimismo, é fundamental que o diálogo entre Brasil e Estados Unidos seja intensificado para abordar as barreiras comerciais remanescentes. A organização defende a eliminação completa das sobretaxas que ainda impactam outras categorias de produtos brasileiros, visando um ambiente de comércio mais justo e previsível. A continuidade das negociações é vista como crucial para consolidar uma parceria econômica mais robusta e desimpedida entre as nações.

 

Reconhecimento da Indústria e Perspectivas Futuras

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também se pronunciou, celebrando a iniciativa americana. O presidente da CNI, Ricardo Alban, em comunicado oficial, destacou que a decisão do governo dos Estados Unidos de remover a tarifa de 40% aplicada a 249 produtos agrícolas brasileiros configura um avanço concreto na renovação da agenda bilateral. Para Alban, essa atitude está em plena consonância com o papel do Brasil como um parceiro comercial de grande relevância para os Estados Unidos.


"Vemos com grande otimismo a ampliação das exceções e acreditamos que a medida restaura parte do papel que o Brasil sempre teve como um dos grandes fornecedores do mercado americano", afirmou Ricardo Alban.


A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) igualmente considerou a medida como um importante alívio para os setores produtivos que vinham enfrentando perdas significativas de competitividade no exigente mercado norte-americano. A FIEMG reforçou a importância da negociação constante e técnica entre os dois países como um instrumento central e indispensável para a retomada das condições adequadas e equilibradas de comércio, beneficiando exportadores e consumidores.

 

Desafios Remanescentes no Comércio Bilateral

Apesar do progresso notável, o cenário comercial ainda apresenta desafios. O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, informou na sexta-feira, 21 de novembro de 2025, que cerca de 22% das exportações brasileiras destinadas aos Estados Unidos continuam sujeitas a sobretaxas impostas pelo governo norte-americano. Essa proporção destaca a necessidade de esforços contínuos para desmantelar todas as barreiras tarifárias.

 

Alckmin avaliou que a recente decisão de Trump representa o maior avanço registrado até o momento nas complexas negociações bilaterais entre Brasil e Estados Unidos. A declaração do ministro ressalta o compromisso do governo brasileiro em persistir nas tratativas diplomáticas e comerciais para alcançar a eliminação completa das tarifas remanescentes, fortalecendo ainda mais o intercâmbio comercial entre as duas maiores economias do continente.

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