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Ibama Autoriza Perfuração da Petrobras na Margem Equatorial

Governo celebra potencial energético e desenvolvimento econômico na região.

21/10/2025 às 00:41
Por: Redação

Exploração Petrolífera: Novo Horizonte para o Amapá

O governador do Amapá, Clécio Luís, comemorou neste dia 20 a concessão da licença pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) que autoriza a Petrobras a realizar perfurações para pesquisa exploratória no bloco FZA-M-59. Este bloco está localizado na bacia sedimentar da Foz do Amazonas, parte da Margem Equatorial do Brasil.

"A notícia que tanto esperávamos chegou! O Ibama liberou a licença para a Petrobras iniciar a fase de pesquisas na Margem Equatorial. É um passo histórico rumo ao conhecimento sobre o potencial energético do Amapá e ao desenvolvimento da Amazônia!", compartilhou o governador em suas redes sociais.

A Margem Equatorial, com reservas potenciais de até 16 bilhões de barris de petróleo e capacidade de produção de 1,1 milhão de barris por dia, se estende desde a foz do rio Oiapoque até o litoral norte do Rio Grande do Norte. Esta área é vista como uma das mais promissoras do país para a extração de combustíveis fósseis, sendo considerada pelo governo federal como o "novo Pré-Sal da Amazônia".

Estimativas da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontam que a exploração na Margem Equatorial poderá aumentar o Produto Interno Bruto (PIB) do Amapá em até 61,2%, além de gerar cerca de 54 mil empregos diretos e indiretos. Relatórios indicam ainda que o desenvolvimento desta área pode resultar em 495 mil novos empregos formais, um incremento de 175 bilhões de reais ao PIB e 11,23 bilhões de reais em arrecadações indiretas.

O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, ressaltou que a pesquisa na Margem Equatorial "representa o futuro da nossa soberania energética". Ele destacou a importância de conduzir a exploração de maneira ambientalmente responsável e de acordo com os mais altos padrões internacionais. Silveira ainda agradeceu à ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, pelo apoio ao projeto.

No entanto, a concessão da exploração de petróleo na Margem Equatorial também divide opiniões. Ambientalistas e cientistas têm criticado a autorização do Ibama, prometendo buscar soluções legais para contestar o processo de licenciamento devido às preocupações com impactos ambientais e sociais. Eles alertam para possíveis repercussões na Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), que ocorrerá em Belém.

A indústria do petróleo, por outro lado, vê a licença como uma oportunidade para impulsionar a economia local e nacional. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) e o Instituto Brasileiro de Petróleo e Gás (IBP) expressaram apoio ao avanço das pesquisas exploratórias, argumentando que a produção na região será benéfica para o país.

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