O Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) registrou um aumento de 0,39% em janeiro de 2026, comparado aos 0,21% observados em dezembro de 2025. Com esse resultado, o índice acumula uma alta de 4,3% nos últimos 12 meses, superando o acumulado anterior de 3,9% até dezembro.
Os dados foram divulgados nesta terça-feira, 10 de fevereiro de 2026, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no Rio de Janeiro. O índice é considerado um termômetro importante para o ajuste de salários de diversas categorias no país.
Os pesquisadores apuraram uma queda na inflação dos produtos alimentícios, que passou de 0,28% em dezembro para 0,14% em janeiro. Em contrapartida, os itens não alimentícios mostraram um aumento significativo, saltando de 0,19% para 0,47% no mesmo período.
O INPC é projetado para mensurar o custo de vida das famílias que recebem de um a cinco salários mínimos, tendo atualmente o salário mínimo estabelecido em 1.621 reais. O índice é distinto do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação para famílias com renda de até 40 salários mínimos.
Segundo o IBGE, "a apuração do INPC tem por objetivo a correção do poder de compra dos salários, através da mensuração das variações de preços da cesta de consumo da população assalariada com mais baixo rendimento".
A diferença também se reflete nas ponderações dos grupos de preços: no INPC, os alimentos representam 25% do índice, enquanto no IPCA esse valor é aproximadamente 21%, devido ao maior peso dos alimentos nas despesas de famílias de renda mais baixa.
A pesquisa de preços é conduzida em dez regiões metropolitanas, como Belém, Fortaleza e Porto Alegre, além de outras cidades como Brasília e Goiânia. Essa abrangência garante um panorama preciso sobre o impacto do índice no cotidiano dos brasileiros.
Assim, o INPC influencia diretamente na determinação do salário mínimo, no cálculo do seguro-desemprego e na definição do teto do INSS, todos ajustados com base nos resultados acumulados até dezembro de cada ano.