Mato Grosso do Sul Destaca Modelo Único de Desenvolvimento Sustentável e Economia Carbono Neutro na COP30Estado apresenta em evento global sua "revolução silenciosa", aliando um dos maiores PIBs do Brasil com ambicioso plano de neutralização de carbono até 2026.Belém, capital do Pará, é palco da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP30, e nela, Mato Grosso do Sul emerge como um protagonista, apresentando ao mundo sua expertise singular na conciliação de um robusto crescimento econômico com a rigorosa conservação ambiental. O estado, reconhecido por uma "revolução silenciosa" pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), demonstra como é possível projetar um aumento de 5% no Produto Interno Bruto (PIB) para 2025, impulsionado por um notável avanço de 17,2% no PIB agropecuário, sem comprometer seus recursos naturais.Os impressionantes indicadores econômicos de Mato Grosso do Sul, que o colocam entre os estados com maior crescimento no Brasil, levantam questionamentos cruciais sobre a preservação ambiental. É justamente a resposta a essas indagações que o estado leva ao cenário global, provando que um desenvolvimento gerador de empregos e renda pode coexistir com medidas eficazes de proteção da flora e fauna.A delegação sul-mato-grossense na COP30 será composta por figuras-chave como o governador Eduardo Riedel, o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento, Jaime Verruck, e o secretário adjunto Artur Falcette. Eles serão responsáveis por detalhar a experiência do estado, que tem atraído a atenção de especialistas e da comunidade internacional.Central para essa narrativa é o plano "MS Carbono Neutro 2026", uma iniciativa audaciosa do Governo de Mato Grosso do Sul. Este programa busca neutralizar as emissões regionais de gases do efeito estufa, integrando um conceito abrangente em todas as políticas governamentais, especialmente nas áreas de meio ambiente e produção econômica. A meta é alcançar, até o final desta década, um crescimento socioeconômico contínuo sem elevar os níveis de poluentes atmosféricos, por meio de técnicas de retenção de carbono e maior eficiência produtiva, respaldadas por um inventário completo de emissões já finalizado.Estratégias de Sucesso e ParceriasA "revolução silenciosa", como a Embrapa descreve o trabalho pioneiro, foi iniciada após a realização da Pré-COP30 Bioma Pantanal em setembro, que debateu diversos temas ambientais. Esse esforço é fruto de uma colaboração entre o governo estadual, produtores e institutos parceiros locais, utilizando o que há de mais avançado em ciência e inovação ambiental.As inovações de Mato Grosso do Sul na agropecuária de baixo carbono serão exibidas no espaço Agrizone, mantido pela Embrapa. Na quinta-feira, 13, o governador Riedel e o secretário Verruck apresentarão a dinâmica de governança ambiental e desenvolvimentista do estado, abordando a elaboração de projetos, metas e os desafios de sua execução.Entre os dados a serem destacados, está a expansão notável do setor florestal, com um crescimento de 500% na área plantada em apenas uma década. Essa política proativa do estado foi fundamental para atrair, nos últimos anos, investimentos privados superiores a 70 bilhões de reais, consolidando Mato Grosso do Sul como o maior polo de celulose do país.Outro exemplo da abordagem inovadora do estado é o incentivo a "investimentos verdes", como o FCO Verde. Esta linha de crédito do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) é dedicada a projetos que focam na sustentabilidade e na mitigação de impactos ambientais. Entre 2019 e 2024, o FCO Verde injetou 360 milhões de reais na agricultura de baixo carbono.Todas essas iniciativas apresentadas em Belém demonstram um ecossistema integrado que combina uma base científica robusta, incentivos fiscais, linhas de crédito e políticas públicas estruturantes, promovendo uma sinergia entre o Governo, universidades, institutos de pesquisa e o setor produtivo.Participação Ativa em Painéis e Debates GlobaisA agenda do governador Eduardo Riedel na COP30 é intensa. Além de sua participação na Agrizone, ele integrará um painel na Green Zone da Abema (Associação Brasileira de Entidades Estaduais de Meio Ambiente) na quinta-feira, onde discutirá a Lei Geral do Licenciamento Ambiental e a função dos estados em sua implementação.Na quarta-feira, 12, Riedel estará à frente de um painel no Espaço FNP (Frente Nacional dos Prefeitos), onde discorrerá sobre a importância de fortalecer o protagonismo dos governos subnacionais, como prefeituras e governos estaduais no Brasil, na governança climática internacional, garantindo-lhes voz ativa nas discussões globais.O secretário Jaime Verruck também terá uma participação significativa. Na quinta-feira, ele estará no painel 'Inovação e Inteligência Ambiental: Tecnologia a Serviço da Sustentabilidade', também promovido pela Abema. Já na sexta-feira, 14, Verruck apresentará o programa de Pagamento por Serviços Ambientais (PSA) adotado em Mato Grosso do Sul na Casa da Biodiversidade e Clima, organizada pela Abema na sede do ITV (Instituto Tecnológico do Vale), onde abordará a indução de mudanças de comportamento por meio de incentivos financeiros.