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Mercado financeiro revisa para baixo a previsão da inflação

Estimativa do IPCA para este ano passa a ser de 4,36%, permanecendo dentro da meta estabelecida pelo Banco Central

15/12/2025 às 16:04
Por: Redação

O mercado financeiro brasileiro ajustou a previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, reduzindo-a de 4,4% para 4,36% para este ano. Esta estimativa foi divulgada no Boletim Focus da última segunda-feira, 15 de dezembro de 2025, um levantamento semanal realizado pelo Banco Central que colhe as expectativas de diversas instituições financeiras sobre os principais indicadores econômicos.

 

Esta é a quinta semana consecutiva de queda na projeção, posicionando a inflação dentro do intervalo da meta a ser perseguida pelo Banco Central, que é de 3% com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, ou seja, entre 1,5% e 4,5%. Para os próximos anos, as expectativas também indicam uma desaceleração: a projeção para 2026 passou de 4,16% para 4,1%, enquanto para 2027 e 2028, as previsões são de 3,8% e 3,5%, respectivamente.

 

Juros Básicos e Perspectivas do Banco Central

Para o controle da inflação, o Banco Central utiliza como principal ferramenta a taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está fixada em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). A recente trajetória de desaceleração da inflação, aliada a um cenário de arrefecimento econômico, levou à decisão de manter a Selic neste patamar pela quarta vez consecutiva, indicando uma política monetária de cautela por parte da autoridade monetária.


O Banco Central sinalizou que o cenário atual é marcado por grande incerteza, que exige cautela na política monetária, e que a estratégia é manter a Selic neste patamar por um período prolongado.


A Selic encontra-se no seu nível mais elevado desde julho de 2006, quando atingiu 15,25% ao ano. Após ter alcançado 10,5% anuais em maio do ano anterior, a taxa começou a ser elevada em setembro de 2024, culminando em 15% na reunião de junho, valor que tem sido mantido desde então. Elevações na Selic visam conter uma demanda aquecida, encarecendo o crédito e incentivando a poupança, o que pode dificultar a expansão econômica.

 

No sentido oposto, a redução da taxa Selic tende a baratear o crédito, estimulando tanto a produção quanto o consumo e, consequentemente, a atividade econômica. As estimativas dos analistas de mercado apontam para uma redução gradual da taxa básica, projetando-a em 12,13% ao ano até o final de 2026. Para 2027 e 2028, a previsão é que a Selic seja novamente diminuída para 10,5% e 9,5% ao ano, respectivamente.

 

Projeções para o PIB e o Câmbio

Em relação ao crescimento da economia brasileira, a estimativa para o Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, que representa a soma de todos os bens e serviços produzidos no país, manteve-se em 2,25% na edição mais recente do Boletim Focus. Esta estabilidade reflete uma visão consolidada do mercado quanto ao desempenho econômico a curto prazo, sem grandes alterações nas perspectivas.

 

Para os anos subsequentes, as projeções para o PIB indicam um crescimento de 1,8% em 2026, 1,83% em 2027 e 2% em 2028. No segundo trimestre deste ano, a economia brasileira expandiu 0,4%, impulsionada principalmente pelos setores de serviços e indústria. O ano de 2024 encerrou com uma alta de 3,4% no PIB, marcando o quarto ano consecutivo de crescimento e a maior expansão desde 2021, quando registrou 4,8%.

 

Quanto à cotação do dólar, a expectativa do mercado financeiro é que a moeda norte-americana encerre este ano valendo 5,40 reais. Para o final de 2026, a previsão é de um leve aumento, com a cotação estimada em 5,50 reais, refletindo as dinâmicas econômicas e as expectativas em relação ao cenário doméstico e internacional.

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