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Setor privado se une em defesa da Mata Atlântica

Aliança pela Mata Atlântica busca meio bilhão de reais para restaurar bioma até 2030.

05/11/2025 às 19:53
Por: Redação
A Fundação SOS Mata Atlântica anunciou na última quarta-feira (5) a criação da Aliança pela Mata Atlântica, uma coalizão que visa a mobilização do setor privado e de parceiros institucionais para investir em projetos de proteção e restauração do bioma. O lançamento ocorreu durante o evento Summit Agenda SP+Verde, realizado em São Paulo, como parte das atividades pré-COP30. Este movimento se destaca como o principal vetor de mobilização empresarial dentro da Estratégia Territorial 2023-2030 da fundação, focada em alcançar resultados específicos, especialmente nas bacias do Médio Tietê e do Médio Paraíba do Sul, regiões cruciais para o futuro hídrico e climático da área. As bacias, que cobrem 5,5 milhões de hectares e 170 municípios em São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, enfrentam grandes pressões ambientais devido à alta densidade populacional e econômica. Com 12 milhões de habitantes, a demanda por água e energia é intensa, além de haver considerável fragmentação florestal. Com o uso de tecnologia e análises geoespaciais para definir áreas prioritárias, o plano visa, até 2030, restaurar 5 mil hectares diretamente e avançar para a eliminação do desmatamento nessas bacias. A instituição sublinha que somente em Áreas de Preservação Permanente (APPs) há potencial para restaurar mais de 300 mil hectares. Indicadores para medir o impacto incluem hectares restaurados, carbono fixado, qualidade da água, conectividade ecológica e criação de empregos verdes. Segundo o diretor-executivo da fundação, Luís Fernando Guedes Pinto, o projeto é uma abordagem territorial e de longo prazo baseada na ciência, essencial para evitar o colapso dos serviços ecossistêmicos, ameaçando economia e cidades. Até agora, cerca de 150 milhões de reais já foram investidos no território, e a meta é captar mais 350 milhões de reais, totalizando meio bilhão até o fim desta década. Guedes Pinto enfatiza que a aliança representa corresponsabilidade entre os stakeholders e tem como objetivos a conservação da biodiversidade, melhoria da resiliência climática e gestão integrada da água e agricultura. Além disso, a iniciativa contribui para as metas globais de clima, água e biodiversidade, reduzindo riscos socioambientais para as empresas, fortalecendo suas credenciais de ESG e promovendo desenvolvimento sustentável. Até agora, dez empresas participam do projeto em parceria com a fundação. Juliana Silva, diretora de Sustentabilidade da Motiva, empresa participante da aliança, destacou a importância da conservação da biodiversidade na solução de desafios climáticos extremos e na resiliência de cidades e negócios.

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