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Governador realiza reuniões setoriais e recebe demandas na 86ª Expogrande

Compromissos na Expogrande 2025 incluíram reuniões com cadeias produtivas e apresentação de dados setoriais

17/04/2026 às 02:00
Por: Redação

Durante a 86ª edição da Expogrande, realizada no Parque de Exposições Laucídio Coelho, em Campo Grande, o governador Eduardo Riedel cumpriu uma agenda de compromissos nesta quinta-feira (16), atendendo aos setores produtivos no gabinete itinerante instalado no evento, considerado a maior feira agropecuária do Estado.

 

O evento, promovido pela Associação dos Criadores de Mato Grosso do Sul (Acrissul), reúne atividades variadas, como leilões, palestras técnicas, cursos, workshops, atrações de lazer, entretenimento, opções gastronômicas, shows musicais e exposição de produtos relacionados ao agronegócio, além de setores industriais e de serviços.

 

No estande da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul (Semadesc), o governador participou de uma série de encontros destinados ao fortalecimento de cadeias produtivas estratégicas e à captação de novos investimentos para o Estado.

 

Setor de suinocultura apresenta resultados e solicitações

A agenda iniciou-se com uma reunião com representantes da Associação Sul-Mato-Grossense de Suinocultores (ASUMAS). Na pauta estiveram temas como o balanço do programa Leitão Vida, o desenvolvimento do Programa ASUMAS de Sustentabilidade, além de demandas ligadas à formação de profissionais, infraestrutura, logística, produção, atração de investimentos e aspectos ambientais e regulatórios.

 

O setor de suinocultura de Mato Grosso do Sul consolidou-se em 2025 como uma das cadeias de maior dinamismo do agronegócio estadual, contando com mais de 300 granjas em funcionamento, 121 mil matrizes e um total superior a 3,6 milhões de suínos abatidos no ano, gerando em torno de 32 mil empregos diretos. O Estado registrou a exportação de mais de 20 mil toneladas de carne suína acumuladas em 2025, um crescimento de 11% na comparação com o ano anterior.

 

Avicultura discute balanço e organização setorial

Na sequência, Riedel reuniu-se com a Associação de Avicultura do Mato Grosso do Sul (AVIMASUL), debatendo o balanço do programa Frango Vida, a organização do setor e as principais prioridades para o desenvolvimento da avicultura. Durante o encontro, foi entregue o convite oficial para o 5º Fórum Avimasul.

 

Ao longo de 2025, o Estado contabilizou a movimentação de 177,1 milhões de frangos destinados ao abate, resultado que significou um crescimento em relação ao ano anterior e uma expansão ainda mais significativa quando comparado a 2017.

 

Piscicultura apresenta dados e solicita incentivos

O governador também conduziu reunião com lideranças da piscicultura, abordando tópicos como o projeto do Centro Multiuso de Pesquisas em Peixes Nativos e o termo de cooperação técnica entre Embrapa Aquicultura, Universidade Estadual de Mato Grosso do Sul (UEMS) e Semadesc.

 

Foram discutidas ainda ações de capacitação e equipagem de profissionais do Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Iagro) e da Agência de Desenvolvimento Agrário e Extensão Rural (Agraer), além da concessão de incentivo de ICMS para o consumo de energia elétrica na piscicultura e o andamento do programa Peixe Vida.

 

Os dados setoriais apontaram que, em 2025, o Estado produziu aproximadamente 53 mil toneladas de peixes, apoiado por políticas que buscam a equidade tributária e fomento à atividade. O segmento, no entanto, permanece enfrentando obstáculos como o baixo investimento em pesquisa genética, elevados custos de energia e ração, além da competição com produtos clandestinos provenientes de outros estados.

 

O programa aponta que Mato Grosso do Sul possui 3.324 hectares dedicados à piscicultura, com mais de 10 mil viveiros e 2.456 tanques-rede, concentrados nos municípios de Terenos, Mundo Novo, Paranaíba e Aparecida do Taboado. As políticas de incentivo incluem isenção de ICMS nas operações internas e redução da carga tributária em operações interestaduais.

 

Pecuária de corte e setor florestal integram agenda

Na continuidade da agenda, foi realizada reunião sobre o programa Novilho Precoce, com apresentação detalhada dos dados e dos impactos dessa iniciativa sobre a cadeia da pecuária de corte no Estado.

 

O governador encerrou a série de reuniões ao lado de representantes da Associação Sul-Mato-Grossense de Produtores e Consumidores de Florestas Plantadas (Reflore MS), que trouxeram temas como a atualização do sistema MS Agrodata, dados referentes ao setor florestal, novos usos das florestas e demandas de infraestrutura, com destaque para a rodovia MS-320.

 

Gestão destaca diálogo e acompanhamento das demandas

Após a realização das reuniões setoriais, Riedel ressaltou a relevância do contato presencial e direto com os diferentes segmentos do setor produtivo, considerando essa aproximação fundamental para balizar políticas públicas e acompanhar de forma próxima as demandas e dificuldades enfrentadas em cada cadeia de produção.

 

“É sempre muito importante estar próximo, conversando com os diferentes setores das cadeias produtivas. Esse contato direto permite perceber a evolução de cada segmento, entender suas demandas em relação às políticas públicas e identificar os desafios específicos. É a partir desse diálogo que conseguimos orientar melhor as ações e saber o que precisa ser feito para fortalecer o setor produtivo”, avaliou.

 

As reuniões contaram com a presença de técnicos do Governo do Estado, o secretário de Governo e Gestão Estratégica, Rodrigo Perez Ramos, o secretário da Semadesc, Artur Falcette, a senadora Tereza Cristina, além de outros parlamentares e dirigentes de entidades rurais e representantes das cadeias produtivas.

 

A participação de Riedel na Expogrande enfatizou a estratégia do governo estadual de manter o diálogo aberto com os setores produtivos, acompanhando de perto as demandas singulares de cada segmento e articulando políticas públicas dedicadas ao desenvolvimento econômico, geração de empregos e fortalecimento da competitividade do agronegócio de Mato Grosso do Sul.

 

“Pudemos nos reunir com vários setores produtivos, como leite, grãos, floresta plantada, piscicultura, suinocultura e pecuária de corte. É impressionante como cada uma dessas cadeias envolve um movimento muito grande de demandas e necessidades. Também tivemos uma discussão importante sobre a competitividade do Estado, diante de uma série de mudanças no sistema tributário brasileiro, e sobre como o Estado tem apoiado essas cadeias, especialmente com a industrialização, que tem mudado o perfil econômico de Mato Grosso do Sul.”

 

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