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Governo cria unidades de conservação no RS para proteger biodiversidade

Iniciativa no litoral sul visa a proteção do Atlântico Sul e resposta às mudanças climáticas.

07/03/2026 às 16:01
Por: Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva estabeleceu nesta sexta-feira, 6 de março de 2026, através de um decreto publicado no Diário Oficial da União, a criação de duas Unidades de Conservação (UCs) federais no litoral sul do Rio Grande do Sul: o Parque Nacional Marinho do Albardão e a Área de Proteção Ambiental (APA) do Albardão, localizadas no município de Santa Vitória do Palmar.

 

A iniciativa é conduzida pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Esta medida visa proteger uma das áreas mais significativas para a biodiversidade do Atlântico Sul, além de fortalecer as medidas contra a mudança climática e a perda global de biodiversidade, segundo os ministérios.

 

Importância ecológica e territorial

A nova área de conservação, incluindo o Parque Nacional do Albardão e sua Zona de Amortecimento, abrange um total de 1.618.488 hectares. Este território é crucial ecologicamente, servindo como área de alimentação, reprodução e crescimento para várias espécies ameaçadas.

 

“No Albardão, os ambientes de concheiros e a notável biodiversidade finalmente recebem a proteção necessária. Criar essas unidades demonstra que proteger o meio ambiente é uma solução, não um obstáculo”, afirma Marina Silva, ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima.

 

“O decreto assinado pelo presidente Lula reflete o compromisso de seu governo com a preservação ambiental e de nosso oceano”, destacou Marina Silva.


 

Entre as espécies ameaçadas na região está a toninha, um golfinho criticamente ameaçado do Atlântico Sul Ocidental. A proteção também se estende a tartarugas marinhas, tubarões, raias e aves marinhas migratórias, todas usando a área para completar seus ciclos de vida.

 

Rota ecológica estratégica

O litoral sul do Rio Grande do Sul é parte da rota atlântica das Américas, conectando o Ártico canadense e o Alasca ao sul do continente sul-americano. Este caminho inclui a costa brasileira, servindo como um importante ponto de descanso e alimentação para aves migratórias.

 

Estas regiões funcionam como paradas ecológicas essenciais para as aves, permitindo que elas recuperem energia e se alimentem de invertebrados e pequenos crustáceos após longas jornadas de migração.

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