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Israel e EUA atacam quase 400 unidades de saúde no Líbano e Irã durante conflito

Ataques recentes atingem hospitais e ambulâncias, causando mortes e fechamentos no Líbano e Irã

24/03/2026 às 19:44
Por: Redação

Desde o início da recente escalada de tensão no Oriente Médio, Israel e os Estados Unidos realizaram ataques que afetaram significativamente o setor de saúde no Líbano e no Irã. Conforme informado pelo Ministério da Saúde do Líbano e autoridades iranianas, cerca de 400 unidades de saúde, entre hospitais, ambulâncias e centros médicos, foram alvo desses bombardeios que se intensificaram especialmente a partir de março de 2026.

 

No Líbano, o número de unidades médicas atingidas saltou de 18 para 70 desde o início de março, causando a morte de 42 profissionais de saúde e ferindo outros 119, segundo dados oficiais. A situação agravou-se com o fechamento de cinco hospitais e mais de cinquenta unidades de saúde básicas, além de danos a outras nove instalações que seguem com atendimento parcial. No Irã, o Ministério da Saúde contabilizou impactos em 313 equipamentos médicos, com 23 profissionais assassinados, dados confirmados por entidades de auxílio humanitário locais como a Crescente Vermelha.

 

Contexto dos ataques a unidades de saúde

O cenário dessas agressões se desenrola em meio a um conflito multifacetado, onde Israel acusa o Hezbollah do Líbano de usar ambulâncias e hospitais para fins militares, o que foi repudiado pela Anistia Internacional por falta de provas robustas. A organização de direitos humanos destaca que alegações sem comprovação não justificam o tratamento de unidades de saúde como alvos legítimos e pede o fim imediato dos ataques.


Lançar acusações alegando uso militar de instalações médicas sem apresentar provas não justifica ataques a esses locais nem a profissionais de saúde.


Esses ataques vêm sobrecarregando ainda mais o já saturado sistema de saúde do Líbano, que precisa dar suporte a quase 3 mil feridos do conflito, além de manter tratamentos regulares. Agregam-se os impactos indiretos de bombardeios a prédios próximos a hospitais, que danificam estruturas e dificultam o atendimento. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), desde o início da escalada, a infraestrutura de saúde local tem sido atingida repetidamente, resultando em múltiplos feridos e mortes.

 

Repercussões no Irã e Gaza

No Irã, o saldo dos ataques ultrapassa 300 unidades médicas afetadas, incluindo hospitais, farmácias e centros de salvamento da Cruz Vermelha, que contabiliza ainda 94 ambulâncias danificadas por mísseis inimigos. A OMS reconhecia até 18 de março 20 unidades atingidas com nove mortes, valor inferior ao divulgado pelo governo local. Os Estados Unidos negam atacar civis, atribuindo eventuais danos a efeitos colaterais do combate.


Os ataques israelenses e americanos visam pressionar e aterrorizar civis, uma estratégia que visa forçar mudanças políticas por meio da instabilidade social.


Conflitos anteriores também evidenciaram ataques sistemáticos a instalações médicas em Gaza e na Cisjordânia, deixando centenas de profissionais da saúde mortos ou feridos, e somando mais de 900 ataques às unidades de saúde desde outubro de 2023, segundo a OMS. Israel afirma respeitar o direito internacional humanitário e alega que o Hamas utiliza unidades médicas como escudos humanos, tese negada pelo grupo palestino.

 

Avaliação estratégica dos bombardeios

Especialistas em geopolítica avaliam que os ataques a hospitais e ambulâncias no Líbano e no Irã não são meros danos colaterais, mas sim resultado de uma estratégia deliberada para enfraquecer as populações civis, instigar revoltas e desgastar regimes adversários. Desde a década de 1990, Israel tem usado essa tática visando desestabilizar grupos como Hezbollah e autoridades iranianas, acreditando que o medo da ausência de socorro médico possa fomentar insurreições populares, embora essas rebeliões não tenham ocorrido.


Atacar civis e hospitais com bombardeios diretos e indiretos visa desestruturar o atendimento médico e gerar pânico na população, método persistente da estratégia israelense.


Além de impacto físico direto, a destruição dos prédios vizinhos às unidades de saúde causa danos às estruturas hospitalares, obrigando evacuações e interrompendo tratamentos essenciais. A situação humanitária tende a se agravar enquanto o conflito se mantiver ativo, com implicações profundas sobre o acesso à saúde e a proteção dos civis segundo a legislação internacional.

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