Mato Grosso do Sul registrou um crescimento significativo no número de postos de trabalho formais em fevereiro, com a criação de 6.157 novas vagas. Este resultado, apurado pelos dados do Caged (Cadastro Geral dos Empregados e Desempregados) do Ministério do Trabalho e Emprego e compilado pela Assessoria Especial de Economia e Estatística da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), marca o melhor desempenho mensal do estado desde fevereiro de 2025, período em que foram gerados 8.280 novos empregos.
Com o acréscimo de fevereiro, o saldo acumulado de vagas no ano de 2024 alcançou 10.369. Consequentemente, o total de empregos formais no território sul-mato-grossense atingiu um patamar inédito de 700.176 trabalhadores, estabelecendo um novo recorde.
O notável desempenho na geração de empregos em Mato Grosso do Sul foi impulsionado principalmente por dois setores, embora todos os segmentos econômicos tenham registrado saldos positivos. O setor de Serviços liderou, com a adição de 2.466 trabalhadores. Em seguida, a Construção contribuiu com um aumento de 1.752 postos de trabalho. A Agropecuária figurou em terceiro lugar, gerando 948 vagas, seguida pela Indústria, que adicionou 871 empregos. Por último, o Comércio expandiu em 120 posições.
A análise por gênero nas contratações de fevereiro indicou que o público masculino representou a maior parcela, com 4.063 admissões, enquanto 2.094 vagas foram preenchidas por mulheres.
No que tange à escolaridade dos novos empregados, a maioria, com 3.088 indivíduos, havia concluído o Ensino Médio. Em segundo lugar, foram registrados trabalhadores que declararam ter o Ensino Fundamental Incompleto. Adicionalmente, 766 pessoas não haviam concluído o Ensino Médio, 574 possuíam o Ensino Fundamental Completo, 518 já tinham finalizado o Ensino Superior e 75 estavam atualmente cursando uma faculdade. Apenas 53 dos contratados se declararam analfabetos.
A segmentação por faixa etária revelou que o maior contingente de novos empregados, totalizando 1.963 pessoas, situava-se entre 18 e 24 anos. Em seguida, o grupo de 30 a 39 anos contabilizou 1.095 contratações, e a faixa entre 40 e 49 anos registrou 1.087 novos postos. Além disso, 745 trabalhadores tinham até 17 anos, e 638 estavam na faixa etária de 50 a 64 anos. Contudo, houve uma redução de 14 vagas para o grupo de 65 anos ou mais durante o mês de fevereiro.
Quanto à distribuição geográfica das novas vagas, a capital Campo Grande liderou com um saldo de 1.269 novos trabalhadores em fevereiro. O município de Inocência, onde a megaindústria de produção de celulose da Arauco do Brasil está sendo implantada, ocupou a segunda posição, com 1.028 vagas geradas. Dourados apareceu em terceiro, com 677 postos, seguido por Três Lagoas, que registrou 372. Encerrando o rol dos cinco municípios com maior número de contratações no mês, Rio Brilhante adicionou 222 trabalhadores.
O positivo desempenho de Mato Grosso do Sul em fevereiro garantiu ao estado a 10ª posição no ranking nacional de geração de empregos formais. No cenário nacional, São Paulo se destacou como o estado com o maior número de novas vagas, totalizando 95.896. Em todo o país, o mês de fevereiro resultou na criação de 255.321 novos postos de trabalho.
O secretário Jaime Verruck, da Semadesc (Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação), ressaltou a importância desses números para o desenvolvimento do estado.
Um dos principais objetivos da nossa estratégia de atração de investimentos e desenvolvimento econômico é a geração de empregos. Os dados mais recentes do Caged mostram que fevereiro foi um mês recorde em Mato Grosso do Sul, com a criação de 6.157 novas vagas, o melhor resultado para o período desde 2025. Campo Grande liderou a geração de empregos, mas é importante destacar o impacto da interiorização dos investimentos. Em Inocência, por exemplo, foram mais de 1.700 novas vagas, resultado direto de empreendimentos em implantação no município. Isso demonstra como a política de atração de investimentos tem efeito concreto na dinamização das economias locais.
O titular da Semadesc também enfatizou a inclusão de jovens no mercado de trabalho formal como um aspecto crucial.
Nesse mês de fevereiro, a maior parte das vagas foi ocupada por pessoas entre 18 e 24 anos, o que reforça a efetividade das políticas de qualificação profissional. O desenvolvimento do Estado passa pela geração de empregos formais, ampliando oportunidades para jovens, mulheres e homens em todas as regiões.