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Sobe para 72 o número de mortos após chuvas intensas em Minas Gerais

Deslizamentos e enchentes na Zona da Mata deixaram dezenas de vítimas; buscas por um desaparecido continuam em Ubá.

01/03/2026 às 16:12
Por: Redação

O número de mortes decorrentes dos deslizamentos e enchentes que assolaram a Zona da Mata de Minas Gerais nesta semana atingiu 72 vítimas. A informação foi atualizada pela Polícia Civil de Minas Gerais na manhã deste domingo (1º), em coletiva à imprensa, evidenciando a gravidade da situação. Os eventos climáticos extremos têm causado perdas significativas e mobilizado diversas frentes de trabalho para socorro e assistência nas regiões afetadas.

 

A corporação detalhou que todos os 72 corpos foram encaminhados ao Instituto Médico Legal (IML) para identificação. Deste total alarmante, sendo sete de moradores de Ubá e 65, de Juiz de Fora. A tragédia se desdobra em luto profundo para as comunidades locais, que enfrentam desafios imensos na recuperação dos danos e no amparo às famílias enlutadas, demandando apoio contínuo.

 

As operações de resgate seguem em andamento, embora com um cenário distinto em cada cidade. Em Ubá, uma pessoa ainda está oficialmente desaparecida, e as equipes de busca estão concentrando seus esforços para localizá-la e trazer respostas. Já em Juiz de Fora, as buscas foram oficialmente encerradas após o trágico encontro do corpo do último desaparecido, o menino Pietro, de 9 anos, na noite de sábado (28), no bairro Paineiras, encerrando dias de angústia para a família.

 

Desde a noite de segunda-feira (23), quando as chuvas começaram a causar estragos, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais tem atuado incansavelmente. A corporação conseguiu localizar 61 corpos somente em Juiz de Fora e outros sete em Ubá, totalizando grande parte das vítimas fatais. Os militares relataram as condições adversas dos trabalhos, que incluem terrenos íngremes e instáveis, tornando cada etapa da operação exaustiva e perigosa para as equipes de resgate.

 

Esforço conjunto e prevenção de riscos

As Defesas Civis, atuando em níveis municipal, estadual e federal, estão concentrando seus esforços na vistoria de imóveis situados em áreas de risco iminente. A colaboração da população local é fundamental neste momento, sendo solicitado que os moradores sigam as orientações das autoridades e se mantenham vigilantes quanto a possíveis novas movimentações de terra ou elevação do nível da água. A prevenção é crucial para evitar mais fatalidades e proteger as vidas dos residentes.

 

A Polícia Militar, por sua vez, anunciou o reforço do policiamento tanto nos imóveis que já foram atingidos pelas chuvas quanto naqueles que se encontram em zonas de risco. Além da segurança patrimonial, a corporação visa proteger as famílias que foram desalojadas e estão atualmente abrigadas em diversos pontos de acolhimento nas cidades afetadas. A medida busca garantir a tranquilidade e a integridade dos desabrigados, coibindo saques e garantindo a ordem pública.

 

Simultaneamente, a Polícia Civil mantém sua atuação em três frentes essenciais para a crise. A primeira delas é a agilização da liberação dos corpos já identificados, permitindo que as famílias possam realizar os velórios e sepultamentos de seus entes queridos. A segunda frente concentra-se em mutirões para a emissão de documentos perdidos ou danificados, enquanto a terceira foca no combate a golpes e fraudes que podem surgir em momentos de vulnerabilidade social, protegendo os cidadãos.

 

Diante do cenário de solidariedade, a corporação fez um alerta importante sobre a necessidade de cautela ao realizar doações, especialmente por meio de transferências via Pix para contas desconhecidas. As autoridades reforçam que quem deseja ajudar, deve procurar canais oficiais e buscar orientações das prefeituras das cidades atingidas, garantindo que a assistência chegue de forma segura e eficaz e evitando que os esforços sejam desviados por golpistas.


A atenção e a solidariedade da sociedade são essenciais, mas é crucial que a ajuda seja direcionada pelos canais oficiais para evitar fraudes em um momento tão delicado, alertou a Polícia Civil.


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