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Vacina contra chikungunya chega a MS após solicitação do Estado ao Ministério da Saúde

Ministério da Saúde atende pedido do Estado e vacina será aplicada, inicialmente, em indígenas de Dourados

23/03/2026 às 11:00
Por: Redação

Mato Grosso do Sul foi incluído na estratégia piloto do Ministério da Saúde para receber a vacina contra a chikungunya, após pedido formal da Secretaria de Estado de Saúde (SES), impulsionado pelo atual quadro epidemiológico em Dourados, com foco especial na população indígena daquele município.

 

Antecipando-se à confirmação do envio das vacinas, o governo estadual já havia elaborado uma resposta técnica para pleitear a participação de Mato Grosso do Sul em uma ação nacional que, inicialmente, contemplava apenas alguns municípios do país.

 

O secretário de Estado de Saúde, Maurício Simões, atribuiu a inclusão do estado ao preparo antecipado realizado pela equipe.

 

“Desde o início, acompanhamos o avanço da chikungunya no Estado e, diante do agravamento do cenário em Dourados, estruturamos uma resposta técnica consistente para garantir a inclusão de Mato Grosso do Sul. Essa é uma medida baseada em evidências e na necessidade de ampliar a proteção da população”, afirmou.

 

Logística estadual e etapas técnicas para acesso à vacina

 

Com aprovação prévia da Anvisa, a vacina contra a chikungunya encontra-se na fase 4 de monitoramento, etapa dedicada à avaliação da efetividade em contexto real.

 

No Brasil, o imunizante está sendo administrado de modo controlado, por meio de uma estratégia piloto conduzida pelo Ministério da Saúde em parceria com o Instituto Butantan, já implantada em cidades selecionadas de diferentes estados.

 

A secretária-adjunta de Saúde, Crhistinne Maymone, explicou que o ingresso do Estado no projeto piloto foi resultado de uma atuação integrada entre as áreas técnicas da SES.

 

“Essa é uma construção coletiva, que envolveu as equipes de imunização, vigilância e assistência. Trabalhamos de forma coordenada para apresentar um cenário técnico consistente, que demonstrasse a necessidade e a capacidade do Estado em participar dessa estratégia”, afirmou.

 

Critérios para seleção dos municípios contemplados

 

A definição sobre quais localidades receberiam o imunizante seguiu parâmetros determinados pelo Ministério da Saúde, levando em conta a situação epidemiológica, a estrutura de vigilância e a capacidade operacional de cada município.

 

Nesse cenário, Dourados foi identificada como prioridade, especialmente em razão dos impactos da doença nas comunidades indígenas presentes na região.

 

A técnica da Coordenadoria de Imunização, Ana Paula Goldfinger, esclareceu que, no início, Mato Grosso do Sul não estava previsto entre os territórios beneficiados.

 

“Foram selecionados municípios em outros estados e, naquele momento, Mato Grosso do Sul não havia sido incluído. Por isso, elaboramos um documento técnico conjunto, envolvendo imunização e arboviroses, para demonstrar que o Estado reúne os critérios necessários para participação na estratégia”, destacou.

 

Ela acrescentou que o contexto recente fortaleceu o pedido do Estado.

 

“A emergência no território indígena de Dourados, com ocorrência de óbitos por chikungunya, reforçou o pedido de inclusão com prioridade para a aldeia, considerando o risco e a necessidade de resposta rápida”, completou.

 

Capacitação de profissionais e início da imunização

 

O Ministério da Saúde confirmou o envio de equipes para capacitar os profissionais de saúde de Mato Grosso do Sul. A vacinação será iniciada pela população indígena, com etapas específicas de capacitação voltadas aos trabalhadores que atuam diretamente nessas áreas.

 

Frederico Moraes, gerente de Imunização, salientou a relevância do treinamento para a segurança da aplicação do imunizante e o correto monitoramento dos casos, o que seguirá os protocolos já estabelecidos.

 

“O treinamento é fundamental para garantir a aplicação segura da vacina e o correto monitoramento dos casos, conforme os protocolos estabelecidos. A estratégia começa pela população indígena justamente pelo cenário epidemiológico mais sensível”, explicou.

 

Além da capacitação promovida pelo Ministério da Saúde, o Instituto Butantan também irá treinar as equipes das salas de vacina em Mato Grosso do Sul, com programação prevista para a semana seguinte, reforçando a estrutura da rede pública estadual para o início do processo de vacinação.

 

Expectativas para expansão da estratégia de imunização

 

Como se trata de uma ação piloto, a vacinação contra a chikungunya está, por ora, restrita e sendo monitorada em território nacional. A expectativa é de que, com os resultados alcançados, a oferta do imunizante seja ampliada progressivamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

 

O processo de inclusão de Mato Grosso do Sul nesta ação nacional segue sendo acompanhado por equipes da SES, que mantêm articulação com o Ministério da Saúde e o Instituto Butantan, visando garantir o avanço seguro e técnico da imunização, principalmente nas comunidades indígenas identificadas como mais vulneráveis ao impacto da doença.

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