A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, declarou que o fim da escala de trabalho 6x1 é prioridade do governo federal para 2026. Em conversa com a imprensa no dia 28 de janeiro, ela afirmou que um projeto será enviado ao Congresso para unificar propostas existentes, com expectativa de aprovação ainda no primeiro semestre.
“Depois do presidente [Luiz Inácio Lula da Silva] ter feito a correção do salário mínimo por aumento real, está na hora de cuidar da qualidade de vida do povo brasileiro”, comentou Hoffmann.
Hoffmann enfatizou que a alteração busca garantir mais dias de descanso à população, mencionando que a situação atual afeta especialmente as mulheres. O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, expressou apoio à discussão do tema, segundo a ministra.
A ministra comparou a aprovação do fim da 6x1 à isenção do imposto de renda para rendas até 5 mil reais, destacando o apoio popular e financeiro por trás da proposta junto ao Congresso Nacional.
No início de fevereiro, o Congresso retoma suas atividades. Entre as prioridades do governo, estão o acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia e a regulamentação do trabalho por aplicativos, além de diversas emendas.
Esforços estão sendo feitos para sustentar o veto presidencial ao PL da Dosimetria, que implicaria em redução de penas referentes aos atos antidemocráticos de janeiro de 2025. Gleisi Hoffmann enfatizou a importância da manutenção desse veto para a democracia.
Segundo Gleisi, o orçamento de 2026 prevê cerca de 61 bilhões de reais em emendas parlamentares, das quais 37,8 bilhões são impositivas. O governo planeja antecipar 65% dos pagamentos dessas emendas até julho de 2026.
“São emendas de transferência direta que não exigem convênios,” explicou a ministra.
Sobre as investigações de fraudes financeiras do Banco Master, Gleisi Hoffmann afirmou que há tentativas infundadas de associar o governo à instituição e que todas as apurações seguem de forma técnica e rigorosa.
Em novembro de 2025, a Operação Compliance Zero foi desencadeada, expondo fraudes no Banco Master que podem ter alcançado 17 bilhões de reais. Gleisi destacou a necessidade de clemência da oposição em relação a essas acusações.