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Lula critica proposta de Trump para novo Conselho de Paz

Em evento do MST, Lula acusa Trump de rasgar carta da ONU e criar Conselho para dominar estrutura internacional

24/01/2026 às 16:13
Por: Redação

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a política mundial enfrenta um momento crítico, com o multilateralismo sendo deixado de lado pelo unilateralismo. Durante o 14º Encontro Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) em Salvador, ele acusou Donald Trump, presidente dos Estados Unidos, de querer criar um novo Conselho de Paz para ser dono unipessoal.

 

Lula destacou que a carta da Organização das Nações Unidas está sendo desrespeitada e defendeu reformas na ONU que incluam novos países, como México, Brasil e nações africanas, no Conselho de Segurança. Ele criticou Trump por tentar criar uma nova ONU onde os Estados Unidos teriam controle absoluto.

 

Diálogo com líderes e críticas aos EUA

Lula revelou estar em contato com diversos líderes mundiais, incluindo Xi Jinping, Vladimir Putin, Narendra Modi e Claudia Sheinbaum, a fim de discutir o fortalecimento do multilateralismo e evitar dominação por armas e intolerância.

 

O presidente brasileiro condenou também a atuação dos EUA na Venezuela, acusando-os de sequestro do presidente Nicolás Maduro e outros líderes, e denunciou a violação da integridade territorial na América do Sul.

 

Posicionamento firme de Lula

Lula afirmou que o Brasil não voltará a ser colônia e não aceitará imposições de países estrangeiros. Ele defendeu uma abordagem política baseada no diálogo e na paz, rejeitando a ostentação militar de Trump.


Lula enfatizou sua oposição à violência armada e à Guerra Fria, promovendo a democracia e o compartilhamento de experiências positivas.

 

Encontro do MST termina com ato simbólico

O evento do MST, que celebrou 42 anos do movimento, reuniu mais de 3 mil trabalhadores sem terra para debater temas como reforma agrária e agroecologia. Ao final, foi entregue uma carta ao presidente condenando o imperialismo e instando a sociedade a lutar pela paz.

 

A carta destacou a importância de defender os bens naturais, como petróleo e terras raras, contra saques internacionais, reafirmando os princípios de reforma agrária e solidariedade com países como Venezuela, Palestina e Haiti.

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