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Campo Grande registra queda de 49,6% nos casos graves de Vírus Sincicial Respiratório

Novas medidas de imunização e uso de anticorpos monoclonais beneficiam bebês e prematuros em Campo Grande

17/07/2026 às 15:43
Por: Redação

O município de Campo Grande já sente os efeitos positivos das novas estratégias implementadas para combater o Vírus Sincicial Respiratório (VSR), com uma expressiva redução nos casos graves da enfermidade que exigem internação hospitalar. Informações fornecidas pela Secretaria Municipal de Saúde apontam que houve uma diminuição de 49,6% nas hospitalizações por VSR em comparação ao mesmo período do ano de 2025, destacando a queda mais significativa entre bebês e crianças com menos de um ano, grupo especialmente suscetível às complicações do vírus.

 

Para Veruska Lahdo, superintendente de Vigilância em Saúde da Sesau, os dados evidenciam que as medidas adotadas pelo município estão gerando resultados concretos na proteção dos pequenos.

“O resultado reforça o impacto das medidas de imunização voltadas especialmente aos grupos prioritários, refletindo diretamente na proteção dos bebês e das crianças pequenas, público mais vulnerável às complicações causadas pelo vírus”, destacou.

 

O levantamento estatístico revela que até a 28ª Semana Epidemiológica deste ano, foram contabilizados 287 casos de VSR entre pacientes hospitalizados, em contraste com 572 casos registrados no mesmo período em 2025, configurando uma redução de quase metade nos casos graves. A queda mais acentuada ocorreu entre crianças com menos de um ano de idade, que são as mais expostas ao risco de desenvolver quadros severos como bronquiolite e pneumonia.

 

Entre as inovações nas ações preventivas contra o VSR, destaca-se a inclusão da vacina para gestantes a partir da 28ª semana de gravidez. Essa iniciativa possibilita que a mãe transmita anticorpos para o bebê durante a gestação, proporcionando proteção nos primeiros meses de vida, fase em que o risco de hospitalização é maior. Desde o início da campanha, aproximadamente 6,7 mil doses da vacina foram aplicadas na cidade.

 

“A redução registrada neste ano é muito significativa e demonstra que as medidas de prevenção já estão fazendo diferença. Quando protegemos as gestantes, protegemos também os bebês nos primeiros meses de vida, justamente o período de maior risco para complicações causadas pelo VSR. Isso reforça a importância da vacinação das gestantes e da ampliação do acesso às tecnologias de proteção para os grupos mais vulneráveis”, ressalta a superintendente.

 

Outro avanço crucial foi a adoção do Nirsevimabe, um anticorpo monoclonal destinado a prevenir casos graves da doença em bebês prematuros e em crianças com condições de saúde que elevam o risco de complicações. Desde fevereiro deste ano, cerca de 1.050 doses foram aplicadas nas maternidades e unidades de referência da capital.

 

Além de contribuir para a redução de internações e gravidade dos sintomas, essas iniciativas também ajudam a aliviar a pressão sobre a rede hospitalar durante os períodos em que os vírus respiratórios circulam com maior intensidade. Conforme enfatiza Veruska Lahdo,

“São ações que salvam vidas e evitam o agravamento de quadros que poderiam exigir internação. Já no primeiro ano de implementação dessas estratégias, observamos um impacto muito positivo na proteção das nossas crianças”.

 

O cenário registrado em Campo Grande está alinhado ao observado em outras regiões brasileiras, reforçando a necessidade de manter e ampliar as estratégias de prevenção, sobretudo entre gestantes e crianças pertencentes aos grupos prioritários. Para esclarecimento de dúvidas sobre a vacinação ou outras formas de proteção contra o VSR, a Secretaria Municipal de Saúde recomenda que a população procure a unidade de saúde mais próxima para orientação e acompanhamento.

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