Desde janeiro de 2019 até maio de 2026, as ações integradas realizadas pelo Grupo Especial de Fronteira (Gefron), órgão ligado ao Governo do Estado que opera na faixa de fronteira com a Bolívia, causaram um impacto financeiro estimado em 2,5 bilhões de reais nas organizações criminosas atuantes na região.
Esse montante corresponde aos valores associados à apreensão de 118 toneladas de entorpecentes, 77 aeronaves, 2.052 veículos automotores, 414 armas de fogo e 14.400 munições. Durante esse período, foram detidas 2.913 pessoas, entre elas 159 estrangeiros, envolvidos em delitos como tráfico de drogas, roubo, furto e contrabando.
Conforme informações do Núcleo de Gestão Estratégica para Resultados (Nger/Sesp-MT), o Governo do Estado tem aplicado, em média, 30 milhões de reais por ano desde janeiro de 2019 até janeiro de 2025, para equipar o Gefron com armamento, viaturas, infraestrutura, sistemas de comunicação e para a modernização e manutenção das operações da unidade.
Somente no primeiro semestre de 2026, o investimento alcançou 17 milhões de reais, destinados ao desenvolvimento de iniciativas preventivas e repressivas contra a violência ao longo dos 900 quilômetros da fronteira seca e molhada entre Mato Grosso e a Bolívia.
A produtividade do Gefron é o resultado de uma política estadual de Segurança Pública que tem priorizado o aparelhamento, a modernização e reforço do efetivo, com nomeação de novos policiais. Também podemos avaliá-la como uma resposta às facções, resposta do empenho de cada policial e do esforço permanente para mantermos ações integrados cada vez mais fortes e efetivas na repressão ao tráfico de drogas e todas as modalidades criminais
Afirma a secretária de Segurança, coronel PM Susane Tamanho.
Ela complementa que o Gefron, assim como outras unidades das polícias Militar e Civil, tem enfatizado o policiamento ostensivo fundamentado em inteligência, investigações especializadas e a estratégia de asfixiar financeiramente as facções criminosas. Segundo a secretária, as apreensões, principalmente de drogas e aeronaves, impactam diretamente tanto a estrutura financeira quanto a capacidade operacional desses grupos.
Nossos números e valores não são apenas estatísticas, mas resultados de uma decisão do Governo do Estado de fazer esse enfrentamento, travar uma guerra diária aos crimes na área de fronteira
Declara o coordenador do Gefron, tenente coronel PM Airton Feitosa.
O tenente coronel Airton explica que o funcionamento do Gefron está baseado em três pilares fundamentais: policiais capacitados, treinamento com doutrina operacional de fronteira e equipamentos tecnológicos avançados.
Além da atuação integrada com as polícias Militar e Civil estaduais, o Gefron também promove operações conjuntas com as polícias Federal e Rodoviárias, assim como colabora com forças de segurança de outros estados para intensificar o combate ao crime na região de fronteira.