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Polícia Civil deflagra operação contra tráfico de drogas ocultas em eletrodomésticos

Investigações começaram após apreensão de 15 quilos de cocaína em climatizador enviado para Goiás

02/06/2026 às 16:31
Por: Redação

A Polícia Civil de Mato Grosso realizou nesta terça-feira, 2 de junho de 2026, a Operação Frete Frio, focada em desarticular um grupo criminoso que transportava drogas entre estados utilizando eletrodomésticos como disfarce. A ação visa interromper o esquema ilícito investigado pelas autoridades e cumpre ordens judiciais específicas para esse propósito.

 

Durante a operação, foram cumpridos três mandados de prisão preventiva, três mandados de busca e apreensão domiciliar, além de bloqueios financeiros em contas bancárias e outros ativos até o montante de 400 mil reais por cada investigado. Esses mandados foram expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juízo das Garantias – Polo Cuiabá.

 

As medidas judiciais foram fundamentadas nas apurações realizadas pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc) e executadas nas cidades de Cuiabá, onde dois dos suspeitos residem, e Aparecida de Goiânia, no estado de Goiás.

 

O cumprimento das ordens conta com o suporte da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (Core) da Polícia Civil de Mato Grosso e da Delegacia Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil de Goiás.

 

Investigação que revelou o esquema de transporte de drogas

O inquérito teve início no dia 27 de abril de 2026, após a apreensão de cerca de 15 quilos de cocaína escondidos em um climatizador de ar despachado de Cuiabá com destino ao estado de Goiás. A droga estava dividida em 14 tabletes, cada um envolto por fita adesiva, acondicionados no interior do eletrodoméstico. Posteriormente, a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) confirmou que a substância era cocaína.

 

Continuando as investigações, a Denarc identificou o indivíduo responsável por despachar essa encomenda em uma transportadora de Cuiabá. A partir das imagens do circuito interno de monitoramento e dos comprovantes de pagamento via Pix, foi possível apontar um dos participantes do grupo como responsável pelo envio do entorpecente.

 

Outra descoberta feita indicou que o climatizador usado para esconder a droga foi comprado por outro integrante da organização. Este solicitou a emissão da nota fiscal em nome de um terceiro investigado, residente em Aparecida de Goiânia (GO), que é apontado como destinatário da carga ilícita.

 

“Os investigados atuavam na logística do transporte interestadual da droga, utilizando o envio de mercadorias e eletrodomésticos como mecanismos para ocultar os entorpecentes e dificultar a fiscalização policial”, explicou o delegado responsável pelas investigações, Ronaldo Binoti Filho.

 

Significado do nome da operação e conexões estratégicas

A denominação “Frete Frio” faz alusão ao método adotado pelo grupo criminoso, que utilizava aparelhos de climatização e o serviço convencional de transporte de cargas para mascarar o trânsito das drogas entre estados, dando uma aparência de legalidade à atividade ilícita.

 

Essa operação faz parte do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, integrada à Operação Pharus, que se insere no Programa Tolerância Zero destinado ao combate às facções criminosas em todo o estado.

 

Além disso, a investigação integra a sexta fase da Operação Narke, realizada pela Rede Nacional de Unidades Especializadas de Enfrentamento do Narcotráfico (Renarc). Essa rede reúne os delegados titulares das unidades especializadas em todo o país e é coordenada pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Diretoria de Inteligência e Operações Integradas (Diopi), da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), com o objetivo de definir estratégias para o combate ao narcotráfico nacionalmente.

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