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Programa (re)Conexões promove diálogo em Campo Grande sobre políticas para museus brasileiros

Evento do Ibram reúne diferentes atores para debater a participação social e o fortalecimento do setor museal no país

02/06/2026 às 18:18
Por: Redação

Em Campo Grande, teve início na tarde da segunda-feira, dia primeiro, o Programa (re)Conexões, evento itinerante idealizado pelo Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) que visa o fortalecimento do Sistema Nacional de Museus, a implementação do Sistema de Participação Social e a normatização do Fórum Nacional de Museus, cuja realização está prevista para novembro do ano corrente.

 

O encontro foi aberto na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e reuniu gestores, trabalhadores do setor museal e representantes da sociedade civil com o propósito de consolidar um diálogo entre o Estado e a população para direcionar o futuro dos museus brasileiros e das políticas de memória.

 

Para alcançar esses objetivos, os participantes foram organizados em três grupos de trabalho que aplicam uma metodologia estruturada pelo Ibram para identificar aspectos que necessitam de melhorias e processos que poderiam ser expandidos.

 

As discussões abrangeram temas como a reestruturação do Sistema Nacional de Museus, cuja meta é ampliar a participação de instituições e profissionais do ramo museológico, além de simplificar os procedimentos para adesão e atuação dentro do sistema. Outro enfoque do debate foi o Sistema de Participação Social, que pretende desenvolver modelos de governança que integrem a sociedade civil, profissionais de museus e o poder público. A terceira frente abordada foi a normatização do Fórum Nacional de Museus, que trata da definição de critérios para participação e da organização das plenárias.

 

A coordenadora de Participação Social do Ibram, Vera Lúcia Mangas da Silva, ressaltou que as contribuições obtidas nos grupos serão compiladas em cadernos de pautas, que servirão de base para as etapas seguintes do processo, incluindo o debate e a oficialização das propostas.

 

“As discussões vão acontecendo e a gente vai registrando os pontos-chave para que, a partir de toda essa colaboração, possamos desenvolver uma sistematização das contribuições apresentadas pelos grupos”, explicou.

 

Desde sua criação em 2012, o Programa (re)Conexões tem como missão promover uma escuta democrática do campo museológico brasileiro, oferecendo subsídios para a formulação de políticas públicas voltadas ao setor. O programa consolidou-se como um espaço permanente de diálogo entre o Estado e a sociedade civil, estimulando a articulação, mediação, qualificação e cooperação entre diferentes instituições, entidades e coletivos.

 

Um dos pontos característicos do projeto é sua realização em diversos estados e regiões do Brasil, buscando superar obstáculos históricos relacionados à participação social nas políticas museais, como a descentralização e a regionalização dos debates. Essa estratégia visa garantir a contribuição de representantes de diferentes territórios para a construção de uma museologia mais plural e inclusiva.

 

A presidenta do Ibram, Fernanda Santana Rabello de Castro, destacou que esta é a primeira edição do Programa (re)Conexões em Mato Grosso do Sul, permitindo que agentes culturais locais expressem suas orientações e opiniões acerca do setor museológico regional.

 

“Estamos sempre prontas a defender essa política pública de participação, a fazer com que ela se implemente, a avaliar, a monitorar, a cobrar do poder público e também da sociedade que se mobilize quando necessário. Esse espaço é o Fórum Nacional dos Museus e precisamos discutir qual é a sua realidade e de quanto em quanto tempo ele deve acontecer. Os encontros do (re)Conexões em 2025 e 2026 servem para essa construção coletiva. Nossas atividades e entregas não encerram por aqui. Estamos construindo essa transformação de mãos dadas, com perseverança e contando com a continuidade das políticas públicas”, afirmou.

 

O diretor-presidente da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Eduardo Mendes, salientou a importância da participação conjunta de gestores e da sociedade na elaboração de políticas públicas duradouras para os espaços de memória.

 

“Nossos colaboradores não pouparam esforços para ajudar nessa reconstrução dos (re)Conexões. Estamos vivendo um momento importante para a cultura, com a preocupação de deixar legados, projetos e sistemas estruturados. O mais importante é construir uma linha forte e resistente, que não possa ser quebrada. Essa união entre o poder público e a participação popular é fundamental para que isso aconteça”, enfatizou.

 

O programa segue até o dia dois de junho, terça-feira, com uma programação que prevê, entre as 9h e as 11h, a realização da oficina intitulada “Plano Museológico”, no Teatro de Bolso, localizado no bloco da FAENG da UFMS. Em seguida, às 11h, acontecerá a cerimônia oficial de encerramento no Auditório da Casa da Ciência da universidade.

 

No período vespertino, das 13h30 às 16h, será promovida a atividade “Campo Grande de Portas Abertas”, que consiste em um roteiro de visitação a diversos museus da capital sul-mato-grossense.

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