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Agência Nacional Anti-Máfia: Solução Contra o Crime Organizado

Proposta busca integrar esforços de polícias e órgãos fiscais para maior eficácia.

25/10/2025 às 16:25
Por: Redação

Chapéu: Crime Organizado

O promotor Lincoln Gakiya e o Procurador-geral de Justiça de São Paulo, Paulo Sérgio de Oliveira e Costa, destacaram a necessidade urgente de criar uma agência nacional anti-máfia. Esta nova estrutura tem o objetivo de unir esforços entre as polícias e órgãos de fiscalização, como a Receita Federal e o Coaf, para enfrentar de forma integrada o crime organizado.

Durante uma coletiva de imprensa, ambos advogaram pelo fortalecimento das leis contra essas organizações. Apoiando uma proposta do Ministério da Justiça, eles salientaram a necessidade de uma legislação que agilize a expropriação de bens de criminosos, além de oferecer proteção mais efetiva a autoridades, policiais e testemunhas.

Gakiya destacou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) pode ser reconhecido como a primeira máfia brasileira, devido às suas tentativas de se infiltrar na política e em negócios, além do uso de estruturas financeiras complexas.

"Eles utilizam estratégias de controle de território e intimidação de autoridades", afirmou Gakiya. Oliveira e Costa enfatizou a importância de endurecer as leis e superar questões político-ideológicas para garantir a segurança pública.

A coletiva marcou o contexto da "Operação Recon", que visou membros da facção que monitoravam o promotor e Roberto Medina, responsável por presídios. Durante a operação, foram cumpridos 25 mandados de busca em sete cidades. Em Presidente Prudente, dois homens foram presos por tráfico, e foram apreendidos mais de 4,3 quilos de drogas, veículos e 7,6 mil reais em dinheiro.

De acordo com o Ministério Público de São Paulo, os criminosos haviam mapeado as rotinas de algumas autoridades, mostrando alto nível de organização e audácia. Em um relato, a casa de Gakiya teria sido sobrevoada por drones.

A facção criminosa operava de forma compartimentada, dividida entre informantes e um grupo de elite, conhecido como "sintonia restrita", destinado a executar atentados e resgates. Este grupo está envolvido em assassinatos e planejamentos de ataques contra figuras públicas, como o senador Sergio Moro, e suspeita-se de seu envolvimento no assassinato do ex-delegado Ruy Ferraz. Até o momento, oito suspeitos foram detidos em conexão com o caso.

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