Segunda, 30 de Março de 2026
LogoSite 1 - Florianopolis hmlg1

Castro defende operação e destaca policiais como únicas vítimas

Governador reafirma que apenas policiais morreram, destacando sucesso da ação no Rio.

29/10/2025 às 17:00
Por: Redação

Segurança Pública

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, afirmou nesta quarta-feira (29) que a Operação Contenção foi bem-sucedida, destacando que apenas os policiais mortos foram as verdadeiras vítimas dos confrontos. Em uma entrevista concedida no Palácio Guanabara, Castro declarou: "Temos muita tranquilidade de defender o que foi feito ontem. Queria me solidarizar com as famílias dos quatro guerreiros que deram a vida para libertar a população. Eles foram as verdadeiras quatro vítimas. De vítima ontem, só tivemos os policiais."

Castro questionou quais indícios levam a crer que todos os mortos eram criminosos, explicando que: "O conflito não foi em área edificada. Foi todo na mata. Não creio que tivesse alguém passeando na mata num dia de conflito. Por isso a gente pode tranquilamente classificar de criminosos."

Com relação ao total de mortos, o governador informou que o número oficial é de 58, envolvendo dois policiais civis e dois militares, registrado durante a operação nos complexos da Penha e do Alemão nessa terça-feira (28). Ele indicou que a contagem oficial ainda pode ser alterada. Anteriormente, o governo registrou 64 mortes. Castro não comentou sobre os cerca de 60 corpos retirados pelos moradores na área de mata do Complexo da Penha após a operação, que foi a mais mortal na história do estado.

O governador destacou que o estado do Rio de Janeiro é o epicentro do problema de segurança pública que afeta o Brasil. "Mostramos ontem um duro golpe na criminalidade e que temos condições de vencer batalhas. Mas temos a humildade de reconhecer que essa guerra não será vencida sozinhos. Agora é momento de união e não de politicagem."

Entretanto, a operação causou preocupação e insegurança entre os moradores do Rio de Janeiro, que tiveram dificuldades para voltar para casa devido aos bloqueios das vias e aos tiroteios. Especialistas consultados pela Agência Brasil criticaram a operação, considerando-a ineficaz para conter o crime organizado e descrevendo-a como "uma cortina de fumaça".

Jacqueline Muniz, professora do Departamento de Segurança Pública da Universidade Federal Fluminense (UFF), classificou a ação como "amadora" e uma "lambança político-operacional". Movimentos populares e ONGs também criticaram as medidas policiais, afirmando que "segurança não se faz com sangue".

© Copyright 2025 - Site 1 - Florianopolis hmlg1 - Todos os direitos reservados