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Chacina na Penha e Alemão: 64 Mortos em Operação

Ação policial leva a 20% das mortes de 2025 no estado.

28/10/2025 às 21:10
Por: Redação

Chacina na Penha e Alemão: 64 Mortos em Operação

Ação policial leva a 20% das mortes de 2025 no estado.

A Operação Contenção teve início na manhã de terça-feira, 28 de outubro de 2025, nos Complexos da Penha e do Alemão, no Rio de Janeiro. A operação resultou em pelo menos 64 mortes, das quais 60 eram civis e quatro militares, tornando-se a chacina mais letal dos últimos anos, conforme dados do Instituto Fogo Cruzado. Este número ultrapassa o ocorrido na operação de 2021 no Jacarezinho, quando 27 civis morreram.

Os 64 mortos na operação representam cerca de 20% de todas as mortes em ações policiais em 2025, que somam 353 no total. Além disso, 11 civis e oito policiais foram feridos, juntamente com três vítimas de balas perdidas.

Nos últimos anos, as operações mais letais no Rio, segundo o Instituto Fogo Cruzado, incluem:

  • 28 de outubro de 2025: Complexos da Penha e do Alemão, com 60 civis mortos
  • 6 de maio de 2021: Jacarezinho, com 27 civis mortos
  • 24 de maio de 2022: Complexo da Penha, com 23 mortos
  • 21 de julho de 2022: Complexo do Alemão, com 16 mortos
  • 23 de março de 2023: Salgueiro, com 13 mortos

O Rio de Janeiro está enfrentando, de acordo com o governo estadual, a maior operação de segurança dos últimos 15 anos, com a mobilização de 2,5 mil policiais civis e militares nos complexos do Alemão e da Penha. O objetivo é capturar líderes criminosos e conter o avanço do Comando Vermelho.

Embora o foco seja a segurança, a operação provocou medo entre os moradores, com a interrupção de serviços, fechamento de escolas e vias, além de ter sido alvo de críticas. A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) manifestou preocupação com a "escalada de violência provocada pela megaoperação".

A comissão declarou que vai notificar o Ministério Público e as polícias Civil e Militar, exigindo explicações sobre a operação que, segundo eles, "transformou novamente as favelas do Rio em cenário de guerra e barbárie".

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