Na sexta-feira, dia 31, o ministro Edson Fachin, que preside tanto o Supremo Tribunal Federal (STF) quanto o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), anunciou que o CNJ desenvolverá um mapeamento das organizações criminosas que operam no Brasil. A declaração foi feita em meio à grande repercussão da “Operação Contenção”, uma ação policial no Rio de Janeiro que resultou em mais de 120 mortes de indivíduos supostamente vinculados ao Comando Vermelho (CV). Fachin destacou que essa iniciativa servirá para criar estratégias mais eficientes no combate ao crime organizado.O ministro explicou que o Poder Judiciário atua em duas frentes distintas contra o crime. A primeira, sob a égide do Conselho Nacional de Justiça, consiste na criação desse mapa detalhado. Ele ressaltou que, com dados e evidências sobre a origem, localização e principais interesses dessas organizações, todo o sistema de Justiça, incluindo as polícias civil e federal, poderá elaborar políticas de combate mais robustas.Além do mapeamento, Fachin enfatizou a defesa do Supremo Tribunal Federal de que a proteção dos direitos humanos deve ser integralmente incorporada como uma medida de segurança pública. Ele complementou que as organizações criminosas frequentemente estabelecem conexões dentro dos presídios, e é esse elo que precisa ser rompido.Os eventos subsequentes à “Operação Contenção” são monitorados pelo Supremo Tribunal Federal no âmbito da ADPF das Favelas. Nesse processo, a Corte já havia estabelecido diretrizes para reduzir a letalidade policial na capital fluminense. Na quarta-feira, dia 29, o ministro Alexandre de Moraes solicitou que o governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, forneça esclarecimentos sobre a referida operação. Adicionalmente, Moraes agendou uma audiência para a próxima segunda-feira, dia 3, na cidade do Rio de Janeiro, com o objetivo de discutir o tema em profundidade.