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Corpos de Vítimas de Operação no Rio São Liberados pelo IML

Identificação avança enquanto famílias expressam dor e questionam ação policial.

01/11/2025 às 18:03
Por: Redação
As famílias das últimas vítimas da Operação Contenção, realizada pelo governo do Rio de Janeiro nos complexos da Penha e do Alemão, deixaram o Instituto Médico Legal (IML) no centro da cidade. Até o dia 31, a Polícia Civil havia identificado oito corpos faltantes. Os parentes manifestaram alívio pela conclusão das buscas, embora a indignação pela tragédia persista. Karine Beatriz, grávida de poucos meses, reconheceu o corpo do marido, Wagner Nunes Santana, após procurar por três dias na mata. Ele foi encontrado na Serra da Misericórdia. Karine relatou que só terá paz quando obtiver respostas sobre a violência das operações policiais no Rio de Janeiro, que, segundo ela, têm gerado medo nas crianças e abalado a comunidade. Apesar das alegações de envolvimento do marido com o crime, ela destacou seu papel como trabalhador e pai. Wagner foi morto com um tiro na testa e Karine denuncia execuções na ação. Ela questionou a justificativa da operação, que visava combater o Comando Vermelho. Mesmo sem capturar os principais líderes, a operação resultou na identificação de 99 corpos, dos quais 42 tinham mandado de prisão e 78 estavam ligados ao crime. O governo do Estado sustentou que a operação era essencial para conter o Comando Vermelho, que movimentava cerca de 10 toneladas de drogas mensalmente nas áreas dos complexos da Penha e do Alemão. Segundo o governador Cláudio Castro, a operação foi respaldada por investigações que monitoraram armamentos e atividades criminosas na área. Apesar das críticas e da incapacidade de prender os líderes do crime, o governador defendeu a eficácia da investigação e destacou a importância da cooperação entre estados. Em breve, prometeu entregar relatórios completos às autoridades.

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