**Defensoria Pública busca acompanhar perícia em ação no Rio** *Pedido ao Supremo quer garantir investigação independente de mortos em operação policial na capital fluminense.* A Defensoria Pública da União (DPU) solicitou, nesta quinta-feira (30), ao ministro Alexandre de Moraes do Supremo Tribunal Federal (STF), permissão para acompanhar a perícia nos corpos das vítimas da Operação Contenção, realizada pelas polícias no Rio de Janeiro. O pedido está inserido na ADPF das Favelas, processo em que o STF já determinou medidas para diminuir a letalidade policial na cidade. A DPU argumenta que sua presença nas perícias é crítica para assegurar a integridade da investigação e, caso necessário, responsabilizar o Estado por possíveis irregularidades. A instituição destacou que "a produção probatória pericial adequada, com acompanhamento técnico independente, é crucial para a distribuição correta do ônus probatório e para a responsabilização estatal efetiva, se aplicável". Recentemente, Alexandre de Moraes foi designado para manejar decisões urgentes nesse processo, após a aposentadoria do ex-ministro Luís Roberto Barroso, que liderava a ação. O ministro também instruiu o governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, a fornecer explicações sobre a operação policial efetuada. Repercussões incluem críticas de ONGs sobre a letalidade da operação, condenações por parte do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, e protestos de moradores do Alemão e da Penha sobre as mortes ocorridas. O tema foi abordado pelo programa Repórter Brasil Tarde, da TV Brasil. A DPU mantém sua posição de que o acompanhamento independente nas perícias é essencial para efeitos legais e de justiça.