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Mato Grosso do Sul é referência nacional em trabalho prisional

Estado se destaca com mais de 33% da população carcerária trabalhando.

21/10/2025 às 09:55
Por: Redação

Ressocialização e Trabalho: Um Exemplo Nacional

Atualmente, mais de um terço da população carcerária do Mato Grosso do Sul está envolvida em atividades laborais, revelando o estado como um exemplo na ressocialização através do trabalho prisional. Conforme o 18º ciclo do SiSdepen (Levantamento de Informações Penitenciárias), dados divulgados pela Senappen (Secretaria Nacional de Políticas Penais) em julho destacam que 33,53% dos internos da região estão trabalhando, tanto dentro quanto fora das unidades penais.

O estado possui 17.478 presos no sistema prisional, sem considerar aqueles sob monitoração eletrônica. Desses, 5.860 estão ativos em ocupações laborais, resultado de uma política pública executada pela Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário). Esta estratégia está embasada em parcerias robustas com organizações públicas e privadas, criando mais oportunidades de trabalho.

Embora o Mato Grosso do Sul não lidere o ranking nacional, está entre os dez melhores estados em termos de ocupação laboral de internos, superando a média nacional de 26,15% por mais de sete pontos percentuais. Destaca-se também a elevada proporção de detentos recebendo remuneração, com mais de 65% dos trabalhadores prisionais sendo pagos. No Maranhão, que lidera em termos de trabalho prisional, menos de 20% são remunerados, o que evidencia a robustez da política de trabalho prisional do Mato Grosso do Sul.

Além disso, o estado se sobressai na inclusão feminina, com 535 mulheres envolvidas em atividades laborais, ocupando a 5ª posição nacional por percentagem e liderando na região Centro-Oeste.

Impacto Social e Segurança

Para Maria de Lourdes Delgado Alves, diretora de Assistência Penitenciária da Agepen, esses progressos são indicativos de um sistema prisional que vê o trabalho como um meio de transformação social. O trabalho prisional no estado não só proporciona renda e formação profissional, mas também desempenha um papel crucial na promoção da segurança pública através da dignidade e oportunidades oferecidas.

"Cada oportunidade no trabalho representa uma nova chance de recomeço, fortalecendo a disciplina, o senso de responsabilidade e a autoestima dos custodiados", conclui Alves.

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