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MP do Rio solicita prisão de líderes do Comando Vermelho

Pedir preventivo visa combater manobras que atrasam julgamento há 23 anos.

06/11/2025 às 12:05
Por: Redação
O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) solicitou à Justiça a prisão preventiva de figuras proeminentes do Comando Vermelho, incluindo Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, Marco Antônio Pereira Firmino da Silva, o My Thor, e Cláudio José de Souza Fontarigo, o Claudinho da Mineira. A medida foi tomada devido a ações protelatórias que retardam um processo por homicídio em andamento há quase 23 anos. Apesar de já estarem presos por outros crimes, as táticas usadas por eles, como a troca de advogados antes das audiências e a entrega em massa de documentos perto dos prazos finais, têm impedido o julgamento no Tribunal do Júri. O pedido de prisão está sob análise da 1ª Vara Criminal da Comarca da Capital. Segundo o MPRJ, essas ações visam atrasar o julgamento e garantir que Marcinho VP possa alcançar a liberdade em 2026, quando concluiria o tempo máximo de prisão, 30 anos, conforme a legislação em vigor na época de sua condenação. Mesmo encarcerados, os líderes continuam a influenciar atividades criminosas, justificando a necessidade da prisão preventiva para manter a ordem pública. O documento do Ministério Público alerta que, caso qualquer liberação ocorra, os acusados representarão um perigo significativo à sociedade, devido à sua influência contínua no crime organizado. Marcinho VP, que está detido há 29 anos, continua a comandar a facção de dentro da prisão. My Thor, condenado a 22 anos e seis meses em 2006, tem um histórico de fugas e passou mais de 14 anos em prisões federais. Atualmente detido no Complexo de Gericinó, sua transferência para um presídio federal foi autorizada após uma operação policial nos complexos da Penha e do Alemão. Claudinho da Mineira conseguiu escapar de uma prisão em Rondônia em 2013, após uma visita à família. Posteriormente, foi recapturado e, após progressão de regime, também está no Complexo de Gericinó. O MPRJ reforça que essas medidas são necessárias para impedir que as lideranças continuem a influenciar o crime organizado mesmo de dentro do sistema prisional.

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