Após uma operação das forças de segurança estaduais, cerca de 50 corpos foram retirados por moradores de uma área de mata no Complexo da Penha. Essas vítimas foram levadas para a Praça São Lucas, no coração da comunidade. Segundo relatos dos habitantes locais, esses corpos não estão computados na contagem oficial de 64 mortos, composta por 60 suspeitos e 4 policiais. Apesar de ser procurada, a Polícia Militar ainda não se manifestou a respeito.
O ativista Raul Santiago, que reside no complexo, fez uma transmissão ao vivo denunciando o que descreveu como uma "chacina que entra para a história do Rio de Janeiro, do Brasil e marca com muita tristeza a realidade do país."
Em atendimento aos pedidos das famílias, os corpos foram expostos para o registro da imprensa e posteriormente cobertos com lençóis. A comunidade aguarda o Instituto Médico-Legal para a remoção dos corpos.
Se esses corpos estiverem realmente fora da lista oficial de 64 vítimas, o total de mortos na que já é considerada a operação mais letal realizada pelas forças de segurança do Rio, pode alcançar 120. Durante a noite, mais seis corpos foram descobertos em uma área de mata no Complexo do Alemão e levados ao Hospital Getúlio Vargas.