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Operação desarticula rede de apostas milionária no Rio de Janeiro

Ação conjunta bloqueia mais de 65 milhões de reais em contas suspeitas.

16/10/2025 às 23:24
Por: Redação

Segurança

Uma operação denominada Banca Suja foi conduzida nesta quinta-feira (16) em Duque de Caxias, Belford Roxo e no Rio de Janeiro, com o objetivo de desmantelar uma organização criminosa envolvida em um esquema milionário de apostas online, fraudes e lavagem de dinheiro. O grupo movimentou mais de 130 milhões de reais em três anos.

Como parte da ação, 65 milhões de reais foram bloqueados em contas bancárias, e 2,2 milhões de reais em bens foram apreendidos, incluindo oito automóveis.

A Polícia Civil informou que a estratégia usada seguiu o rastro do dinheiro para enfraquecer os alicerces econômicos do grupo criminoso. "Ao seguir o dinheiro e atacar os fluxos financeiros, a Polícia Civil vai além da repressão direta e enfraquece as estruturas econômicas que sustentam redes criminosas", explicou o secretário de Polícia Civil, delegado Felipe Curi.

As investigações revelaram conexões do grupo com a máfia do cigarro em Duque de Caxias. Empresas que comercializam filtros de cigarro receberam transferências suspeitas de pessoas jurídicas associadas à organização criminosa. O esquema é altamente articulado em níveis interestadual e nacional, algo incomum para o estado.

O delegado Henrique Damasceno, diretor do Departamento-Geral de Combate à Corrupção, ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro, comentou: "Ações como esta, que resultam no bloqueio de dezenas de milhões de reais, têm papel fundamental: o dinheiro recuperado pode ser revertido em favor da própria Polícia Civil, fortalecendo o combate ao crime organizado e enfraquecendo as facções".

As investigações mostraram o uso de empresas de fachada, transações fracionadas e operações simuladas para ocultar a origem ilícita dos fundos. Além disso, há indícios de envolvimento em homicídios de desafetos e concorrentes para manter controle sobre territórios e negócios ilegais.

O delegado Renan Mello, da Delegacia de Combate às Organizações Criminosas e à Lavagem de Dinheiro, afirmou: "Identificamos empresas que movimentaram milhões em poucos meses, com o objetivo de dar aparência de legalidade a recursos criminosos. Essa distorção prejudica o mercado legítimo e distorce a concorrência".

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