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Polícia investiga ataque letal a moradores de rua no Rio

Delegacia de Homicídios busca identificar responsáveis por disparos em viaduto de Irajá.

18/10/2025 às 00:57
Por: Redação

A Delegacia de Homicídio da Capital (DHC) está conduzindo uma investigação sobre um ataque a tiros contra três homens em situação de rua, ocorrido na madrugada desta sexta-feira (17). Os atiradores desceram de um veículo e dispararam contra os homens que viviam sob o viaduto do Irajá, na zona norte do Rio, juntamente com outros indivíduos em situação de vulnerabilidade social.

Dois desses homens morreram no local, enquanto o terceiro, identificado como Jaílton Matias Anselmo, de 37 anos, foi levado ao Hospital Getúlio Vargas, na Penha, encontrando-se em estado grave.

A Polícia Militar, representada pelo Batalhão de Irajá, atendeu a ocorrência, isolando a área para que a perícia pudesse ser realizada. Entre os falecidos está Ethervaldo Bispo dos Santos, de 52 anos, nascido em Salvador e sobrevivente de um acidente vascular cerebral isquêmico. Ethervaldo residia sob o viaduto há mais de dez anos e era uma figura conhecida na comunidade de Irajá. Como ex-percussionista, participava dos ensaios do Movimento Afro Cultural Ilu Odara, um bloco afro de samba e reggae.

O outro falecido ainda não foi identificado. Lucas Xarará, idealizador do Movimento Afro Cultural Ilu Odara, expressou através das redes sociais do grupo seu espanto com o ocorrido. Xarará destacou que a Secretaria Municipal de Assistência Social do Rio de Janeiro informou a morte de Ethervaldo, conhecido como Bahia, e mencionou a falta de documentação e parentes do falecido no Rio.

“Fazemos aqui um apelo a todos amigos, apoiadores e autoridades, que nos ajudem a encontrar familiares ou pessoas que possam reconhecê-lo. Queremos garantir um sepultamento digno, preservar sua memória e prestar a ele o respeito que merece”, ressaltou Xarará.

Cristiane Xavier, subcoordenadora do Núcleo de Defesa dos Direitos Humanos (Nudedh) da Defensoria Pública do Rio, visitou a Delegacia de Homicídios, o Hospital Getúlio Vargas e o Instituto Médico Legal para acompanhar o caso. A defensoria tem a intenção de solicitar formalmente a preservação de imagens de câmeras próximas ao local do crime.

A Comissão de Defesa dos Direitos Humanos e Cidadania da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) condenou vigorosamente o ataque. De acordo com a deputada Dani Monteiro, presidente da comissão, a violência vivenciada pela população de rua resulta da falta de políticas públicas eficazes e abrigos insuficientes, ressaltando que isso jamais pode justificar tais atos de violência.

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