Fernando Augusto Diniz, um investigador da Polícia Civil de Minas Gerais, foi preso em flagrante por disparar um fuzil contra três operários em uma obra em Contagem, perto de Belo Horizonte. Os trabalhadores foram ordenados a deitar no chão antes de os tiros serem disparados.
Dois operários foram atingidos e necessitaram de hospitalização no Hospital Municipal de Contagem. Mesmo feridos, conseguiram pedir ajuda à Polícia Militar. Um terceiro operário sofreu ferimento superficial na cintura e não precisou de atendimento médico imediato.
Fernando Diniz agora está em prisão domiciliar, utilizando tornozeleira eletrônica, após decisão do juiz Marco Paulo Calazans. A defesa de Diniz argumentou que ele necessita de tratamento contínuo para uma doença não especificada, alegando também a falta de assistência médica adequada no sistema prisional como justificação para a mudança no regime de prisão.
O tiroteio pode ter sido motivado por uma disputa entre vizinhos; o pai de Diniz, residente próximo ao local, havia registrado uma queixa formal contra a empreiteira responsável pela obra.
Com 17 mil seguidores nas redes sociais, Diniz se apresenta como criador de conteúdo digital e possui formação em Direito, além de especialização em segurança pública. Ele afirma ser membro da Patrulha Unificada Metropolitana de Apoio (Puma) da Polícia Civil e frequentemente compartilha conteúdo religioso online.
A polícia continua investigando a natureza das queixas e quaisquer ligações com o tiroteio, tentando determinar a motivação exata por trás da ação violenta de Diniz.