A morte do cão Orelha, na Praia Brava, em Santa Catarina, gerou grande comoção. Ele foi atacado por adolescentes em 4 de janeiro de 2026 e, devido aos ferimentos, precisou ser submetido à eutanásia no dia seguinte.
No decorrer de janeiro, as investigações avançaram com operações da Polícia Civil, que identificaram familiares dos suspeitos tentado coagir testemunhas.
Orelha, vivendo há cerca de 10 anos na Praia Brava, foi brutalmente atacado por quatro adolescentes. Após ser socorrido, a gravidade dos ferimentos levou à decisão pela eutanásia.
Familiares dos adolescentes teriam tentado atrapalhar investigações, coagiando testemunhas. A Polícia Civil planejou ações para impedir essas interferências.
A Polícia Civil de SC, em 26 de janeiro, deflagrou operações para buscar evidências, apreendendo dispositivos eletrônicos e ouvindo depoimentos.
"A comoção popular auxiliou a intensificação das ações policiais", informou um porta-voz da polícia.
A presença permanente das autoridades visa obter justiça no caso de Orelha e subsidiar outras investigações semelhantes.
Os nomes dos adultos envolvidos não foram divulgados, mas entre os parentes dos adolescentes estão dois empresários e um advogado, segundo a polícia.
Relatou-se que dois dos adolescentes estavam nos EUA em direito anterior aos eventos, visitando a Disney com a família.
A análise das câmeras de segurança e os depoimentos resultaram em indiciamentos, mas, até então, ninguém recebeu prisão preventiva.
Adolescentes também são investigados por ataques ao cachorro Caramelo, que conseguiu escapar e sobreviveu.
As autoridades avaliam seriamente as medidas socioeducativas cabíveis para responsabilizar legalmente os menores.