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Luiza Ribeiro solicita medidas urgentes contra queimadas e calor extremo em Campo Grande

Vereadora pede campanhas educativas, fiscalização reforçada e preparo da saúde para combater impactos do calor e fumaça

21/07/2026 às 11:56
Por: Redação

A vereadora Luiza Ribeiro, representante do Partido dos Trabalhadores (PT), encaminhou uma indicação formal à Prefeitura de Campo Grande para que sejam implementadas ações de prevenção, educação e fiscalização destinadas a enfrentar o crescente problema das queimadas urbanas e mitigar os efeitos das altas temperaturas, da baixa umidade relativa do ar e da possível influência do fenômeno El Niño nos próximos meses.

 

Este documento foi remetido ao Gabinete da Prefeita, além das Secretarias Municipais de Saúde (Sesau) e de Meio Ambiente, Gestão Urbana e Desenvolvimento Econômico, Turístico e Sustentável (Semades). A finalidade é mobilizar diferentes setores da administração pública diante do cenário climático preocupante, apontado por especialistas e autoridades ambientais.

 

Conforme previsões de órgãos oficiais de monitoramento climático, o Estado de Mato Grosso do Sul deve enfrentar temperaturas superiores à média histórica, prolongados períodos de estiagem e uma queda significativa na umidade relativa do ar. Em algumas localidades, os termômetros podem registrar valores entre 38°C e 42°C, enquanto a umidade relativa do ar poderá cair para abaixo de 20%, índice considerado crítico para a saúde humana.

 

Para Luiza Ribeiro, é fundamental que as ações de prevenção comecem antes que os impactos dessas condições se agravem.

A cidade precisa estar preparada para enfrentar um período de calor extremo e baixa umidade. As queimadas urbanas não são apenas um problema ambiental. Elas afetam diretamente a saúde das pessoas, especialmente crianças, idosos e quem já convive com doenças respiratórias. É papel do poder público agir de forma preventiva para evitar que essa situação se transforme em uma crise ainda maior

 

, declarou a vereadora.

 

A parlamentar ressalta que a combinação entre altas temperaturas, fumaça e ar seco favorece o aumento dos casos de desidratação, insolação, exaustão térmica, crises asmáticas, bronquites, rinite alérgica e outras enfermidades que sobrecarregam a rede pública de saúde.

 

Além disso, as queimadas em terrenos urbanos contribuem para a formação das chamadas "ilhas de fumaça", que comprometem a qualidade do ar, reduzem a visibilidade e ampliam os riscos para a população. O Corpo de Bombeiros tem alertado que o uso do fogo para limpeza de áreas é proibido e representa uma das principais causas dos incêndios urbanos durante os períodos de seca.

 

Na indicação, Luiza Ribeiro pede o fortalecimento das campanhas educativas para conscientização, o aumento da fiscalização dos terrenos, a ampliação das ações de limpeza e manejo preventivo em áreas públicas, além da preparação da rede municipal de saúde para atender ao crescimento da demanda por casos relacionados às condições climáticas extremas.

 

A crise climática já faz parte da nossa realidade e seus efeitos são sentidos principalmente pelas populações mais vulneráveis. Precisamos de planejamento, prevenção e responsabilidade do poder público para proteger a saúde das pessoas e preservar o meio ambiente

 

, enfatizou a vereadora.

 

Esta iniciativa visa antecipar as ações de enfrentamento ao período de estiagem que se aproxima, contribuindo para a diminuição dos riscos ambientais, a melhoria da qualidade do ar e a proteção da população de Campo Grande frente aos eventos climáticos cada vez mais extremos.

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