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Secretária alerta sobre importância de manter medidas protetivas após feminicídio em MT

Suspeito possuía histórico de agressões contra a vítima

24/06/2026 às 17:31
Por: Redação

Após o assassinato de uma mulher em Guarantã do Norte, Mato Grosso, a chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, enfatizou a necessidade das vítimas de violência doméstica permanecerem com as medidas protetivas vigentes para garantir sua segurança.

 

O crime ocorreu na terça-feira, 23 de junho de 2026, quando Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, foi morta a tiros. O principal suspeito é seu companheiro, um homem de 33 anos com histórico de agressões contra ela. A Polícia Civil está investigando o caso como feminicídio consumado.

 

Em novembro de 2025, Gleici havia solicitado a revogação da medida protetiva contra o agressor, o que resultou em sua liberdade e no reinício do processo em seu desfavor. Antes disso, ele já possuía diversas denúncias por violência doméstica contra a vítima.

 

“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou Mariell Antonini.

 

A secretária explicou que a violência doméstica geralmente ocorre em um ciclo que tende a piorar ao longo do tempo. Ela ressaltou que agressões iniciais, que podem parecer menos graves, são sinais que podem evoluir para atos letais, culminando na morte da vítima.

 

“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.

 

Desde 2023, Gleici registrou as primeiras denúncias contra o companheiro por violência doméstica. Em 2024, a polícia foi acionada diversas vezes para intervir em ocorrências envolvendo lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo entre o casal.

 

Em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal, após a vítima acionar as autoridades. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas emergenciais para Gleici. No entanto, meses depois, ela solicitou que a medida fosse revogada, o que permitiu a liberdade do agressor.

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