Após o assassinato de uma mulher em Guarantã do Norte, Mato Grosso, a chefe do Gabinete de Enfrentamento à Violência de Gênero contra a Mulher, Mariell Antonini, enfatizou a necessidade das vítimas de violência doméstica permanecerem com as medidas protetivas vigentes para garantir sua segurança.
O crime ocorreu na terça-feira, 23 de junho de 2026, quando Gleici Fátima Machado Ritter, de 37 anos, foi morta a tiros. O principal suspeito é seu companheiro, um homem de 33 anos com histórico de agressões contra ela. A Polícia Civil está investigando o caso como feminicídio consumado.
Em novembro de 2025, Gleici havia solicitado a revogação da medida protetiva contra o agressor, o que resultou em sua liberdade e no reinício do processo em seu desfavor. Antes disso, ele já possuía diversas denúncias por violência doméstica contra a vítima.
“É importante que toda mulher compreenda que o rompimento do ciclo da violência nem sempre é um processo simples. Muitas vezes, existem obstáculos relacionados à dependência afetiva, dependência econômica, medo, preconceito e outros fatores que dificultam a tomada de decisão. Por isso, é fundamental buscar apoio, acreditar na rede de proteção e no sistema de Justiça”, destacou Mariell Antonini.
A secretária explicou que a violência doméstica geralmente ocorre em um ciclo que tende a piorar ao longo do tempo. Ela ressaltou que agressões iniciais, que podem parecer menos graves, são sinais que podem evoluir para atos letais, culminando na morte da vítima.
“A violência é cíclica e, muitas vezes, começa com sinais que podem parecer menos graves, mas pode evoluir para situações cada vez mais letais, culminando na morte da vítima. Ameaças e agressões precisam ser compreendidas como sinais de alerta, e a busca por ajuda deve acontecer o quanto antes”, afirmou.
Desde 2023, Gleici registrou as primeiras denúncias contra o companheiro por violência doméstica. Em 2024, a polícia foi acionada diversas vezes para intervir em ocorrências envolvendo lesão corporal, injúria e posse irregular de arma de fogo entre o casal.
Em julho de 2025, o suspeito foi preso em flagrante por lesão corporal, após a vítima acionar as autoridades. Na ocasião, foram concedidas medidas protetivas emergenciais para Gleici. No entanto, meses depois, ela solicitou que a medida fosse revogada, o que permitiu a liberdade do agressor.