A Prefeitura de Campo Grande, por meio da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (SAS), promove um colóquio intersetorial em 21 Centros de Referência de Assistência Social (Cras) com o objetivo de reforçar o monitoramento das famílias beneficiárias do Programa Bolsa Família.
Essa iniciativa envolve servidores das secretarias municipais de Saúde e Educação, visando alinhar as estratégias adotadas, atualizar as equipes sobre as diretrizes do programa e otimizar o fluxo de atendimento da rede municipal.
Mayara Almeida da Silva Ferreira, gerente do Cadastro Único em Campo Grande, esclarece que a proposta é aproximar os profissionais que trabalham diretamente com as famílias em seus respectivos territórios, para tornar o atendimento mais integrado e eficiente.
“Compartilhamos nosso mapeamento com a Saúde e a Educação, e elas identificaram as unidades situadas no território de cada Cras, como as escolas e postos de saúde. Esse formato aproxima as equipes e cria um espaço de diálogo para a construção de um plano de ação intersetorial adaptado à realidade de cada região. Nosso objetivo é alinhar a atuação para que o atendimento às famílias em descumprimento de condicionalidades seja humanizado e eficiente”, destaca.
De acordo com a gerente, o trabalho conjunto também visa ampliar as orientações oferecidas tanto às famílias quanto às equipes técnicas, prevenindo a suspensão ou o cancelamento do benefício devido à falta de informação ou acompanhamento das condicionalidades.
Em julho, 50.830 famílias foram beneficiadas pelo Bolsa Família em Campo Grande.
Para continuar no programa, as famílias devem cumprir compromissos nas áreas de saúde e educação, além de manter o Cadastro Único atualizado.
Na área educacional, é exigida uma frequência escolar mínima de 60% para crianças de 4 e 5 anos, e de 75% para estudantes entre 6 e 18 anos incompletos, além da matrícula regular.
Na saúde, é necessário que as crianças menores de 7 anos estejam em dia com o calendário de vacinação e tenham seu estado nutricional acompanhado. Também é obrigatório o acompanhamento do pré-natal das gestantes.
A atualização do Cadastro Único deve ocorrer a cada dois anos ou sempre que houver alterações na renda ou na composição familiar, assegurando que os dados estejam corretos e o acesso ao benefício permaneça garantido.
As imagens que ilustram essa ação exibem profissionais reunidos durante o Colóquio Intersetorial do Programa Bolsa Família, realizado pela SAS nas 21 unidades dos Cras espalhadas pelo município.