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Mato Grosso do Sul lidera avanço rumo à universalização do saneamento com ganhos bilionários

Governo do Mato Grosso do Sul apresenta estudo que mostra impactos sociais e econômicos da universalização do saneamento até 2027

22/06/2026 às 19:01
Por: Redação

Mato Grosso do Sul destaca-se nacionalmente ao planejar universalizar o saneamento básico em todo o estado até o final de 2027, tornando-se o primeiro do país a alcançar essa meta. Os benefícios dessa expansão abrangem áreas como saúde, economia, turismo e valorização imobiliária, com impactos sociais e econômicos mensurados por um estudo do Instituto Trata Brasil, divulgado em 22 de junho, no auditório da Governadoria do estado.

 

O levantamento revela que, de 2005 a 2024, o estado acumulou ganhos próximos a 20 bilhões de reais decorrentes da ampliação da cobertura de água e esgoto, que gerou economia de gastos em diversos setores. As projeções indicam que, entre 2025 e 2031, esses valores brutos poderão alcançar 26 bilhões de reais, enquanto os benefícios econômicos para a população estão estimados em 40,845 bilhões de reais entre 2025 e 2040.

 

O estudo conclui que para cada real investido em saneamento no Mato Grosso do Sul, há um retorno social de 5,90 reais, superando a média nacional, que é de 4,10 reais por real investido.

 

“Hoje é o dia de celebrar e agradecer a todos os envolvidos, o esforço de cada um envolvido neste processo. Podemos ter orgulho em dizer que Mato Grosso do Sul vai o primeiro estado do brasil a ter o saneamento básico universalizado. Nosso prazo é 2028, mas eu já cito final de 2027 para conquistarmos esta meta. Mudança real na vida das pessoas, no bem-estar e na dignidade do cidadão”, afirmou o governador Eduardo Riedel.

 

Ele ressaltou que essa transformação começou em 2015, com as primeiras discussões para criar uma Parceria Público-Privada (PPP) para o esgoto sanitário, concretizada em 2021, antes mesmo da aprovação do Marco Legal do Saneamento.

 

“Antes o Estado tinha 35% de cobertura de esgoto e hoje chegamos à faixa de 80%. Transformação sentida na vida das pessoas. Hoje podemos dizer que temos água de qualidade disponível, saneamento básico, com um esforço concentrado, desafios sendo realizados, para chegarmos nestes resultados positivos”, completou o governador.

 

Riedel destacou que o estudo do Instituto Trata Brasil apenas confirma os avanços que a população já percebe no dia a dia. Segundo ele, os dados ajudam a comparar a situação do estado em relação ao restante do país e a entender o caminho percorrido. “Foi uma decisão do Estado de entregar algo que era essencial à sociedade”, finalizou.

 

Estratégia e resultados concretos na ampliação do saneamento

 

O diretor-presidente da Sanesul, Renato Marcílio, expressou orgulho pelo sucesso alcançado, ressaltando que a evolução não ocorreu por acaso, mas graças a uma visão estratégica. Durante a atual gestão estadual, a cobertura de esgoto saltou de 60% para 77%, com quase 110 mil novas ligações em três anos e meio. Segundo ele, o estado está no caminho para universalizar o saneamento cinco anos antes do previsto pelo Marco Legal.

 

Em menos de um ano, Mato Grosso do Sul elevou a cobertura por rede de esgoto nos municípios atendidos pela Sanesul de 72,34% em agosto de 2025 para 77,04% em maio de 2026, um aumento de 4,7 pontos percentuais em nove meses, consolidando-se como referência nacional na universalização do saneamento básico.

 

Esses investimentos expressivos resultaram da PPP entre Sanesul e Ambiental MS Pantanal, com avanços visíveis em várias cidades do estado. Pelo menos 30 municípios registram cobertura de esgoto superior a 90%, aproximando-se da universalização.

 

Entre as cidades que alcançaram 99% de cobertura estão Bataguassu, Brasilândia, Ribas do Rio Pardo, Santa Rita do Pardo, Selvíria, Três Lagoas, Alcinópolis, Caracol, Japorã, Laguna Carapã, Paranhos, Ponta Porã, Inocência e Paranaíba.

 

“Vemos no Estado um modelo que busca a universalização do saneamento com várias mãos. Todos trabalhando em conjunto para que busquemos este grande desafio não só de Mato Grosso do Sul, mas de todo país. Não indo atrás dos números, mas também da qualidade de vida da população, levando mais dignidade para as pessoas. Trabalho feito com planejamento, organização, investimento e uma parceria muito bem estruturada”, afirmou Gabriel Buim, diretor-presidente da MS Pantanal.

 

O plano de investimentos para 2026 prevê obras em 39 municípios, incluindo implantação de mais de 480 quilômetros de novas redes, ampliação de 92 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), intervenções em Estações Elevatórias (EEEs), novas ligações domiciliares e reforço da estrutura operacional, consolidando a concessionária como líder na transformação sanitária do interior do estado.

 

Impactos duradouros e legados para as futuras gerações

 

Luana Pretto, CEO do Instituto Trata Brasil, ressaltou que os avanços na cobertura do saneamento representam legados que continuarão beneficiando as próximas gerações, com efeitos que se estenderão ao longo dos anos. Ela enfatizou a importância do estudo para medir os impactos econômicos e sociais já alcançados e os potenciais ganhos futuros para a população.

 

“O objetivo deste estudo é mensurar os benefícios econômicos e sociais que a universalização do saneamento já trouxe para o Estado e o que pode trazer nos próximos anos para população. Estamos falando em mais saúde, educação, valorização imobiliária, renda com turismo e todos os objetivos acabam sendo influenciados por esta infraestrutura que transforma a vida dos cidadãos”, explicou.

 

Além dos números globais, a pesquisa estima que a redução dos custos com saúde alcançará 258,793 milhões de reais entre 2025 e 2040. A produtividade deverá crescer em 14,8 bilhões de reais no mesmo período, enquanto o turismo pode ser beneficiado em até 2,255 bilhões de reais e a valorização imobiliária atingir 1,701 bilhão de reais, impulsionadas pela melhoria ambiental e da infraestrutura sanitária.

 

Após 2040, o legado da universalização tende a gerar ganhos totais de 18,795 bilhões de reais, com custos de manutenção previstos em 12,145 bilhões, resultando em um saldo positivo de 29,921 bilhões de reais.

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