Uma análise conduzida pelo Procon Mato Grosso do Sul, órgão vinculado à Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos (Sead), revelou que em Campo Grande os preços dos produtos que compõem a cesta básica apresentam variações que podem alcançar até 300% nos supermercados da cidade. Os itens dos segmentos de hortifrúti, higiene e limpeza destacaram-se pelas maiores oscilações.
Entre os 13 estabelecimentos avaliados no período de 1º a 3 de julho, os produtos que mais variaram foram a cebola nacional, a alface crespa e o tomate salada. O preço médio desses produtos alcançou valores de 6,16 reais por quilo, 4,42 reais por unidade e 8,44 reais por quilo, respectivamente.
No setor de higiene e limpeza, as diferenças de custo também foram significativas. Um creme dental da marca Sorriso apresentou uma variação de preço de 210,70%, enquanto o sabão em barra Sol, vendido em pacote com cinco unidades, teve uma oscilação de 132,89%.
Quanto aos alimentos, o relatório destacou variações expressivas em produtos como o açúcar cristal Sonora de 2 kg, que chegou a 137,20%, o macarrão de sêmola com ovos espaguete Renata de 500 g, com 134,12%, e o arroz tipo 1 Guacira, em embalagem de 5 kg, que apresentou 106,83% de diferença entre os preços encontrados.
A pesquisa também apontou como a pressão inflacionária tem impactado os preços da cesta básica ao comparar os dados atuais com os coletados em abril. O feijão e o arroz sofreram aumentos médios de 41,38% e 13,31%, respectivamente, durante esse intervalo.
Outras elevações significativas foram observadas em produtos como o macarrão de sêmola com ovos espaguete Renata de 500 g, com alta de 66,11%, o arroz tipo 1 agulhinha Dallas de 5 kg, que subiu 45,40%, e o quilo da batata inglesa, cuja alta foi de 38,52%.
Por outro lado, houve também redução de preços em alguns itens. Destacam-se a queda de 44,49% no macarrão de sêmola com ovos parafuso Dallas de 500 g, a diminuição de 32,37% no litro da água sanitária Candura e a redução de 31,09% no sal refinado Donana de 1 kg.
O levantamento realizado pelo Procon Mato Grosso do Sul abrangeu um total de 115 produtos avaliados. Em função da variação significativa dos preços, a instituição recomenda que os consumidores façam pesquisas detalhadas para amenizar os impactos da inflação no valor final das compras. Além disso, sugere-se que os supermercados localizados nos bairros sejam considerados como alternativas para economia.