Terça, 28 de Julho de 2026
LogoSite 1 - Florianopolis hmlg1

Mato Grosso avança em 70% das metas para acabar com o trabalho escravo

O 3º Plano Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo em Mato Grosso prevê o cumprimento de 151 metas entre 2024 e 2030

14/06/2026 às 14:30
Por: Redação

Mato Grosso já cumpriu cerca de 70% dos objetivos previstos no 3º Plano Estadual para Erradicação do Trabalho Escravo, pouco mais de dois anos após sua implantação, demonstrando significativo progresso na luta contra essa prática no estado.

 

O plano, instituído em 2024, estabelece 151 metas a serem alcançadas até 2030, distribuídas em cinco eixos principais: Ações de Atenção e Assistência às Vítimas, Ações de Prevenção, Ações de Repressão, Ações de Gestão e Conhecimento, e Ações de Governança.

 

Segundo o monitoramento feito pela Comissão Estadual de Enfrentamento ao Trabalho Escravo (Coetrae), ligada à Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp), aproximadamente 70% dessas metas estão concluídas ou em andamento. Algumas ações ainda dependem de políticas públicas ou de intervenções governamentais e sociais que fogem ao controle direto da Comissão.

 

No que tange às ações de repressão, atenção e assistência, apenas em 2025, foram resgatados 627 trabalhadores submetidos a condições análogas à escravidão em todo o território mato-grossense. Estes trabalhadores foram localizados pela equipe de fiscalização e receberam suporte por meio de uma rede de apoio estruturada.

 

Em relação à prevenção, apoio e gestão, 150 policiais civis participaram de treinamento promovido pela Coetrae utilizando a metodologia “Escravo, Nem Pensar!”, voltada para aprimorar a atuação em denúncias e o atendimento qualificado às vítimas resgatadas.

 

Além disso, todas as escolas estaduais de Mato Grosso receberam capacitação para seus professores nesta mesma metodologia, com o intuito de transformá-los em multiplicadores de conhecimento dentro das comunidades escolares dos municípios.

 

Paralelamente, o Projeto Ação Integrada (PAI), em parceria com a Coetrae, habilitou 370 profissionais da rede municipal de Assistência Social e Saúde, incluindo assistentes sociais e psicólogos, para atuarem diretamente no atendimento a vítimas do trabalho escravo, apresentando-lhes o Fluxo de Atendimento às Vítimas do Trabalho Escravo e Resgate nas políticas públicas de combate a essa forma de exploração.

 

Também foram capacitados 60 líderes comunitários, entre indígenas, retireiros, quilombolas e militantes dos direitos humanos, para tornarem-se multiplicadores de conhecimento na região do Araguaia, localizada em Mato Grosso.

 

Para a presidente da Coetrae, Márcia Ourives, o êxito no cumprimento das metas decorre do forte engajamento das 24 instituições integrantes da comissão e da autonomia concedida pelo Governo do Estado, especialmente por meio da Sesp.

 

“Todo esse resultado atribuímos à união das 24 instituições que compõem a Coetrae, ao planejamento condizente com nossa realidade e propositivo, além da autonomia e da confiança que o Governo do Estado e a Secretaria de Segurança Pública têm demonstrado ao reconhecer a necessidade de enfrentamento desse problema em Mato Grosso”, ponderou.

 

No ano anterior, a Secretaria de Segurança Pública de Mato Grosso firmou a Carta de Compromisso de Repactuação das Políticas Nacionais de Combate ao Trabalho Escravo, reconhecendo a importância do investimento em ações de combate a esse crime em todo o estado.

 

De acordo com a Secretaria, Mato Grosso é a única unidade federativa que possui, em seu organograma, uma Comissão Estadual dedicada exclusivamente ao Enfrentamento ao Trabalho Escravo, onde as ações são efetivamente implementadas, consolidando o estado como referência nacional desde a criação da Coetrae em 2007.

 

© Copyright 2025 - Site 1 - Florianopolis hmlg1 - Todos os direitos reservados