Na manhã desta terça-feira, 30 de junho de 2026, em Sinop, a Polícia Civil de Mato Grosso desencadeou a Operação Extensão para executar dois mandados de busca e apreensão domiciliar contra indivíduos suspeitos de integrarem uma facção criminosa atuante na região norte do estado.
Além das diligências, a Justiça determinou o bloqueio de até 55 mil reais em contas bancárias de um dos investigados, medida que visa impedir a movimentação de recursos possivelmente relacionados às atividades ilícitas da organização criminosa.
Os mandados foram expedidos pelo Núcleo de Justiça 4.0 do Juiz das Garantias – Polo Sinop, fundamentados em investigações conduzidas pela Gerência de Combate ao Crime Organizado e pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (GCCO/Draco) de Cuiabá, que apuram os crimes de organização criminosa e lavagem de capitais.
O cumprimento das ordens judiciais contou com o apoio da Delegacia Especializada de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop. O foco principal da operação foi L.S.P., conhecido como “Sapateiro”, apontado como membro ativo da facção criminosa que atua no norte do estado.
As investigações iniciaram-se em 2024, quando o principal suspeito foi transferido para o Presídio Federal de Catanduvas, no Paraná. Apesar da custódia, constatou-se que ele continuava a exercer influência sobre as atividades do grupo criminoso.
De acordo com as apurações, os alvos das buscas desempenham papéis estratégicos dentro da estrutura da facção, seguindo determinações da liderança, seja na distribuição fragmentada de valores provenientes de ações ilícitas, seja na operacionalização das medidas necessárias para manutenção e fortalecimento do grupo.
Durante o trabalho investigativo, surgiram indícios da existência de uma rede composta por operadores responsáveis pela movimentação financeira, suporte logístico, habilitação de linhas telefônicas, ocultação de bens patrimoniais e a utilização de terceiros com o propósito de dificultar o rastreamento dos recursos obtidos ilegalmente.
Com base nos dados coletados, a Polícia Civil solicitou as medidas judiciais que foram autorizadas pela Justiça. As buscas têm como finalidade apreender aparelhos celulares, documentos, mídias e demais elementos que possam contribuir para o aprofundamento das investigações, bem como identificar novos integrantes e fortalecer as provas relacionadas aos crimes sob apuração.
A denominação da operação refere-se à tática adotada pela facção criminosa de ampliar a atuação da sua liderança principal por meio de integrantes e pessoas interpostas que, mesmo sem vínculo direto e aparente com o líder preso, executam suas determinações, permitindo a continuidade das ações ilícitas e expandindo a influência do grupo na região.
A Operação Extensão integra o planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para 2026, efetuado no âmbito da Operação Pharus, que faz parte do Programa Tolerância Zero, destinado ao combate às facções criminosas em todo o estado.