A Polícia Civil de Mato Grosso realizou uma ação significativa na última terça-feira, 23 de junho de 2026, quando desencadeou a Operação Quebrando a Banca, destinada a enfrentar um grupo criminoso envolvido em lavagem de dinheiro e tráfico de drogas, associado a uma facção criminosa atuante no estado.
Coordenada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf) de Lucas do Rio Verde, a operação teve como finalidade principal interromper o fluxo financeiro da organização criminosa, visando sua descapitalização e o enfraquecimento da base econômica que financia as atividades ilegais.
Ao longo da ação, foram cumpridos 72 mandados judiciais distribuídos entre as cidades de Lucas do Rio Verde, Cuiabá, Várzea Grande, Sinop e Rio de Janeiro. Esses mandados incluíram 23 ordens de prisão preventiva, 18 de busca e apreensão, além de 31 medidas para bloqueio de contas bancárias e sequestro de bens dos envolvidos.
Durante o cumprimento dos mandados, as equipes policiais apreenderam três armas de fogo, diversas munições e entorpecentes, além de duas grandes peças contendo drogas.
Segundo o delegado Artur Andrade Almeida, responsável pela Derf de Lucas do Rio Verde, as ações judiciais foram direcionadas a integrantes que atuam em favor da facção criminosa, especialmente aqueles envolvidos na movimentação de recursos ilícitos originados do tráfico e outras atividades ilegais controladas pela organização.
O grupo investigado operava de forma estruturada para ocultar e movimentar valores vinculados à facção, utilizando-se de contas bancárias, bens e terceiros para conferir uma aparência de legalidade aos recursos obtidos por meios ilícitos.
“Os mandados de prisão, de busca e apreensão e as demais medidas cautelares buscam atingir não apenas os executores diretos dos crimes, mas também a estrutura patrimonial e financeira que permite a continuidade das ações criminosas”, destacou o delegado.
A operação contou com a participação integrada de diversas unidades da Polícia Civil, incluindo equipes da Derf e da Delegacia de Lucas do Rio Verde, além das Delegacias Especializadas de Repressão ao Crime Organizado (Draco) de Sinop e do Rio de Janeiro, de Repressão a Narcóticos (Denarc), do Meio Ambiente (Dema) e de Repressão aos Crimes Informáticos (DRCI).
O conjunto dessas ações representa um esforço coordenado para desestruturar o aparato financeiro da facção criminosa, impedindo a manutenção de suas atividades ilegais e contribuindo para a segurança pública nos municípios atingidos pela operação.